O Portal Me Gusta teve a honra de entrevistar em São Paulo, na sede da gravadora Universal Music, a nova estrela da música brasileira Vitão.
O cantor começou a carreira em 2016, quando conquistou fãs através da internet em um canal do You Tube, cantando diversos covers. Seu amor pela música se manifestou ainda criança e aprendeu sozinho tocar violão. Aos 12 anos já compôs sua primeira canção.
Muito simpático e com uma good vibe incrível, o cantor me recebeu com seu jeito simples e cativante. Tivemos um papo muito bacana sobre o seu novo EP “Café” e sobre sua paixão, a música. E você vai ficar por dentro de tudo que conversamos

Capa do EP “Café”
Me Gusta: Como surgiu o seu Amor pela música?
Vitão: A minha mãe e meu pai sempre curtiram muito essa parada de música. Sempre ouviram música boa, tá ligado? Minha mãe sempre ouviu muita música clássica, desde antes de eu nascer, já na fase de gestação inclusive. Acho que isso até influenciou um pouco. Mas meus pais não têm ligação direta com a música. E teve a parada dos meus bisavós que tinham o programa de rádio, apresentavam. Meu vô tocava violão e minha vó cantava. O meu primeiro contato na real foi com a minha mãe. Essa parada de música clássica é muito forte na minha infância e ela escutava sempre em todo lugar e eu fui aprendendo a gostar. Não curtia no começo e tal, tinha todo aquele lado de criança sem noção. Fui pegando gosto. Acho que foi talvez daí que tenha começado a gostar de música.
Me Gusta: Você começou fazendo covers no You Tube. Hoje como é sua relação com ele, com as redes sociais e seus fãs?
Vitão: A parada com You Tube hoje em dia mudou muito com a entrada da gravadora na minha vida. Mas o canal era meu e eu fazer o que eu quisesse. Eu que gravava tudo no celular e postava na hora. Hoje em dia, claro, a parada ficou mais profissional e tem muita gente trabalhando no meu canal, tá ligado? Tem muita gente com meu login. Não é mais o meu canalzinho, é um portal diferente. A minha relação com a galera é muito foda. O Instagram é o meio que mais uso para me comunicar. Uso Twitter também um pouco e Facebook quase nada. É muito bom. Sempre estou conversando muito com os fã-clubes pelo direct e com a galera que me manda coisa. É uma relação muito boa, muito legal.

Me Gusta: Quais são as suas inspirações musicais?
Vitão: Tenho inspiração nacional principalmente. Tenho raízes de inspiração muito forte do Samba, de música de raiz brasileira e MPB. sempre também me inspirei na galera do Rock Nacional, principalmente Charlie Brown Jr. Algumas coisas também mais melódicas do Black e do Soul americanos. Tipo Michael Jackson, Marvin Gaye. E curto muito e sou muito fã do Bruno Mars também.
Me Gusta: Como foi gravar o vídeo da música “Café”?
Vitão: Foi incrível, mano. Acho que foi a gravação mais legal, porque a gente realmente fez uma parada mais orgânica, no sentido de a gente ter ido lá no núcleo do Capão e ter feito uma parada com figurantes que são moradores de lá. A galera da roda de Samba, era realmente da roda de Samba do Capão, que sempre toca nos bares de lá. e ficou um clima muito gostoso de fundo de quintal mesmo, de rodinha de Samba. Essa era a intenção que a gente tinha mesmo. Foi muito legal.
Me Gusta: O que o inspirou na hora de escrever a música “Tá Foda”?
A inspiração para essa música foi uma ex-namorada minha que foi embora do Brasil e ia rolar aquela frustração do relacionamento que acaba e da distância. E por isso o “Tá Foda”, daquela fase inicial de que ela tinha vazado e que realmente estava foda, tá ligado? E acabou saindo a música, que foi a primeira a ser lançada. Hoje em dia já não tem mais para mim esse peso, a música virou só uma música. Já não tem essa parada de “tá foda mesmo”, de saudades. Já foi.
Me Gusta: E como foi a composição de “Caderninho”?
Vitão: É na verdade uma música que tem várias partes. O primeiro verso dela escrevi em uma outra fase da minha vida, em que eu estava saindo de um relacionamento. Já o refrão dela não tem embasamento praticamente nenhum, na minha vida mesmo. É uma coisa mais fictícia digamos, uma historinha. O segundo verso fala mais sobre uma parada que tô vivendo hoje em dia, no meu relacionamento atual. Então ela foi construída ao longo de muito tempo, falando de coisas diferentes.

Me Gusta: Um dos maiores grupos pop do Brasil é o Rouge. Como aconteceu a parceria com elas na música “Beijo Na Boca”?
Vitão: Eu fui chamado para escrever para o Rouge. Elas foram produzir na Head Media, que é minha produtora, onde normalmente a galera me chama para escrever para artistas que vão lá precisando de um compositor. Acabei conhecendo as meninas e criei uma amizade muito, muito forte com elas. Teve um dia que elas estavam precisando na música “Beijo Na Boca”, naquela parte que canto e que escrevi, de um funkeiro ou de um rapper para cantar aquilo. Elas precisavam gravar uma guia da parte que eu escrevi e não estavam conseguindo, enfim, porque era muito rápido, sei lá. E elas falaram “você que escreveu, grava pra gente a guia?”. Aí gravei e elas acabaram curtindo tanto que falaram “mano é você”. E aí foi. Foi uma honra gigante.
Me Gusta: O que podemos esperar neste ano de 2019?
Vitão: Muitos singles. Até esse semestre ainda, muitos singles, muitas participações e muita música sozinho também. Pretendo lançar um disco em Setembro, com umas nove músicas inéditas imagino. Quero lançar bastante coisa inédita neste disco. E depois disso vou fazer turnê até o fim do ano.
Foi muito bacana poder conhecer e entrevistar Vitão. Ele é um cara muito gente boa, que conversa olho no olho e transmite uma energia muito boa. É lindo ver em seus olhos, todo o amor que tem pela música, ao falar de seu trabalho.
Não é a toa que Vitão vem se destacando na música brasileira. Além de uma voz muito bela e afinação impecável, suas composições trazem fácil identificação com seu público e possui uma linguagem própria e espontânea.
E pode escrever em seu caderninho. Você ainda vai ouvir muito o nome e a música de Vitão. Sucesso

Com Vitão após a entrevista
Texto e entrevista por André Rossanez

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