Texto e entrevista por André Rossanez

A primeira parte do novo trabalho ao vivo de PH e Michel, “Rolê Diferente 2.0”, já está disponível nas plataformas digitais pela Universal Music e o Portal Me Gusta e teve o privilégio de conversar com a por telefone.

O novo trabalho tem canções inéditas, além dos hits “Disk Recaída” e “Céu Da Sua Boca”. Felipe Araújo e Belo são as participações especiais desta primeira parte. Na segunda, teremos Marrone e Lauana Prado.

As perguntas foram respondidas uma parte por PH e outra por Michel. Fique por dentro de tudo que eles falaram sobre carreira, música sertaneja e detalhes de “Rolê Diferente 2.0”

Portal Me Gusta: Como a música apareceu na vida de vocês?

Michel: A gente desde criança, tanto eu como o PH, sempre despertou o interesse pelo violão e por música. Nossas famílias sempre escutaram muito sertanejo em casa e é engraçado, porque nas nossas famílias não tinham músicos, somos os únicos. Eu quando criança pedi um violão para o meu pai e o PH também pediu um violão para o pai dele. O PH ganhou o violão, aprendeu a tocar, foi despertando o interesse e levava o violão para a escola e o pai dele o levava para participar em programas de TV. A nossa história é bem parecida.

Me Gusta: Vocês fizeram parte da banda Tróia. Como foi a transição de serem de um grupo e se tornarem uma dupla?

Michel: Já no grupo a gente fazia a primeira e a segunda voz e fazia um dueto até nos bastidores, brincava de cantar primeira e segunda voz. Chegou um momento em que nosso empresário resolveu terminar a banda e fez a proposta de a gente fomar a dupla. Foi algo já bem pensado por ele e foi conversando isso com a gente. Foi bem natural. A gente já vinha do sertanejo mesmo antes da banda. O PH já teve uma dupla com o Felipe Araújo e já fazia segunda voz. E eu cantava solo. A gente já tinha o sertanejo na veia, foi muito natural.

Me Gusta: Como é fazer a segunda voz?

PH: Assim que eu comecei a cantar, cantava sozinho. O meu primeiro trabalho profissional mesmo, foi na minha dupla com o Felipe Araújo, que chamava João Pedro e Felipe, e naquele momento a gente conversou e achou que era melhor eu fazer a segunda voz e eu tive que Aprender. Até hoje tô aprendendo também. Eu m apaixonei pela segunda voz e me espelho muito em outros cantores que fazem segunda voz, como o Victor (de Victor e Léo) e Marrone (de Bruno e Marrone). Na banda com o Michel eu já fazia a segunda voz e assim ficou. Quando a gente formou a dupla, já era algo natural nos bastidores, nos churrascos com as famílias e amigos. E já fazia segunda voz.

Me Gusta: Como foi escolher o repertório do projeto “Rolê Diferente 2.0”?

PH: A gente escutou músicas de compositores de todo o Brasil. A gente escutou muitas músicas, mais de mil, teho certeza. Foi um trabalho onde a gente ficou meses ouvindo as músicas dos e fizemos esse repertório com muito cuidado é muito carinho. Ficou legal demais.

Me Gusta: Como surgiu a parceria com o cantor Belo em “Eu Me Acostumei”?

PH: A gente já era fã de toda a história dele, desse grande artista que ele é. A gente tinha alguns conhecidos em comum e pedimos para esses conhecidos que fizessem essa ponte e apresentassem nosso trabalho pra ele. O Belo gostou bastante do nosso trabalho e a gente mostrou a música que queríamos gravar com ele e ele se apaixonou pela música e deu tudo certo. “Eu Me Acostumei” é uma das principais músicas desse trabalho e a gente gosta demais.

Me Gusta: Como foi a escolha de “Casal Saideira” para a participação de Felipe Araújo?

PH: O Felipe Araújo cantava comigo, então a gente tem uma amizade de muitos anos e aí quando a gente decidiu que ia gravar esse DVD, ele falou “eu não aceito não participar desse DVD” e então a gente mandou algumas músicas pra ele e ele escolheu “Casal Saideira”. O pessoal vai ouvir e gostar de mais.

Me Gusta: Vocês vêm de um grande sucesso que foi o single “Céu da Boca”. Como surgiu a canção e como foi gravar o vídeo?

PH: Essa música foi gravada primeiro no nosso DVD “Rolê Diferente”, nosso segundo da carreira. A gravamos junto com “Disk Recaída”, que foi outro sucesso nosso. E essa música é uma composição de um dos nossos empresários, que ajuda muito a gente na questão de repertório, o Rayner Souza e assim que a gente pôs a voz nessa música, já percebeu que ficaria muito bacana. Aí a gente gravou ela nesse novo DVD e decidiu colocar ela em clipe também. Ficou muito bacana e a gente gravou aqui em Goiânia. O clipe teve a participação da Rafa Kalimann e do próprio Marrone e ficou um trabalho muito bacana.

Me Gusta: “Rolê Diferente 2.0” foi dividido em duas partes. Como foi escolher quais canções estariam em cada parte?

PH: A gente resolver fazer tipo um balanceamento, a gente não quis nem colocar só músicas animadas na primeira e nem só músicas românticas na primeira parte. Então teve esse balanceamento com músicas agitadas e românticas e também com as participações. O Belo e o Felipe Araújo nessa primeira e na segunda a participação do Marrone e também da Lauana Prado.

Me Gusta: Como vocês vêm o sertanejo atualmente?

PH: O Sertanejo é um estilo que só cresce por não ter preconceito e por se juntar com vários estilos musicais e chamar pessoas de outros gêneros para fazer parcerias. A gente mesmo, chamou o Belo, que é um grande ícone do Pagode. O Sertanejo cresce por causa disso também, por não ter preconceito e aceitar que outros estilos possam acrescentar a ele também.

Me Gusta: Quais são as suas maiores inspirações na Música Sertaneja?

PH: Eu e o Michel, entramos em consenso de duas duplas como maiores inspirações. Bruno e Marrone e Jorge e Mateus.

Me Gusta: Como é a relação de vocês com os fãs?

PH: A gente tem uma relação muito próxima com nossos fãs. Inclusive temos um grupo com as fãs no WhatsApp e falamos diretamente com elas. Muitos dos nossos fãs vão aos nossos shows, acompanham a gente viajam para ver nossos shows.

Me Gusta: Como vocês fazem na hora de escolher repertório, para chegarem a um consenso em comum entre os dois?

PH: Cada um de nós escuta várias músicas e mostra pra vários amigos. A gente chega em uma reunião, por exemplo, e mostra essas músicas e depois coloca em votação. A gente pega aquelas músicas que a gente escutou e gostou, e coloca nossa voz. Porque às vezes uma música que a gente gosta de escutar fica boa na voz da outra pessoa e na nossa voz não fica tão bom. E às vezes não é muito boa na voz da outra pessoa e na nossa voz a música cresce. A gente sempre procura colocar as músicas na nossa voz pra sentir se aquela música é pra gente mesmo ou não.

Me Gusta: Quais os próximos passos?

PH: Nosso foco total esse ano é o DVD “Rolê Diferente 2.0”, que é o nosso terceiro. E é um momento muito especial na nossa carreira, é o momento em que a gente se sente mais preparados. É um DVD que fizemos com muito carinho mesmo e que tem tantas participações muito especiais e pessoas que somos muito fãs. O repertório a gente escolheu a dedo por meses e temos certeza que os fãs vão gostar demais.

Me Gusta: Qual é a melhor parte da carreira de cantor?

PH: A melhor parte é a hora que a gente entra no palco e que as pessoas estão esperando a gente. É o show mesmo.

Me Gusta: O que diriam pra quem está começando como cantor ou dupla?

PH: Não desista do sonho. Procure sempre trabalhar, escutar músicas boas, escolher bem o repertório e se preocupar bastante com o trabalho. Uma hora a oportunidade aparece e tem que estar preparado.