Com mensagens de esperança, libertação e possibilidades, o talentoso Elian Woidello lança o terceiro álbum “Caminho Sem Volta”.

Na estrada há mais de 15 anos, Elian, natural de Curitiba, é músico, arranjador e compositor, além de formado em jornalismo e um historiador por paixão.

Capa do álbum “Caminho Sem Volta”

Depois de um álbum em que mostrava seu lado mais obscuro e visceral, “A Terra do Quase’, lançado em 2019, chega “Caminho Sem Volta”, com 8 faixas onde o Rock predomina. A produção é de Jefferson Sassá e Marlon Siqueira. As músicas com referências do Kaballa falam de perda e renascimento, com muita poesia, mensagens de esperança e experimentações das várias influências que Elian teve ao longo da vida. Além do Rock e da Música Popular, Fandango, Milonga, Tamboradas e até o Candombe Uruguaio aparecem nas suas composições.

O álbum conta com um time de primeira: Marlon Siqueira nas guitarras (ex-Djamb e ex- Tribo de Jah), Jefferson Sassá, baixista (foi baixista de sertanejo por muito tempo e tem uma percepção estética da música muito boa), Endrigo Bettega, um dos 10 maiores bateristas do mundo (parceiro de Hermeto Paschoal, Nuno Mindelis, Flora Purin) e a voz intensa e criativa de Gabriela Terzian, uma das pessoas mais queridas da nova geração de Curitiba.

Com esse álbum, o sonho de Elian, que é ser também uma referência musical, fica mais palpável. Por um lado por ter emancipado no cenário nacional a música paranaense e por outro, antagonicamente, por ter rompido essa fronteira tão brutal que nos separa da América do Sul. É transpor o eixo Rio-SP-Salvador e ver todo mundo cantando aquilo que se é. O que acontece em Tocantins, quem faz música em Roraima ou no Acre tem a mesma importância. O Brasil é um país em formação ainda.

Contracapa do álbum “Caminho Sem Volta”

Caminho sem Volta por Elian:

“Foi Só Por Nós” é a música que abre o álbum, uma balada Pop Rock que fala do renascimento pessoal. Ao contrário que se possa pensar, não é uma canção de amor, mas uma espécie de carta escrita para um amigo em que se fala da insistência de continuar acreditando na arte, quase que como um sonho adolescente.

“Onde Está Você” mais filosófica, é quase um complemento de “Foi Só Por Nós”, só que fala mais sobre a crise existencial de cada um, de nossas ausências, das desilusões, dos abismos.

“Cinzas Sobre a Terra” é a canção fênix do álbum, onde o amor aparece como redentor. Uma milonga inspirada nas Tamboradas que acontecem no sul do Brasil, muito parecida com o Candombe uruguaio e do Olodum da Bahia. Uma música poderosa e atual onde a bateria de Endrigo Bettega e a guitarra de Marlon Siqueira no melhor estilo Carlos Santana remetem a um ambiente de rua, num movimento de retomada da vida, de ocupação de lugares.

Em “Pra Chico e Caetano”, o compositor faz uma autocrítica onde usa como figura de escárnio a dupla mais sagrada da música brasileira, a representação maior da beleza, da estética e da intelectualidade. Caetano de uma maneira mais hermética e mais ferina e Chico trabalhando mais com o belo, quase parnasiano. Como o contexto brasileiro limitou e deixou no anonimato nomes tão bons quanto, por serem vistos como artistas secundários e sem tanta importância. Como a falta de compartilhamento pode ser cruel.

“Vinho Barato e Cinema Noir”, uma música que manda o recado de maneira muito simples, curta e grossa….Como a dualidade permeia o dia a dia em todos os sentidos das nossas vidas.

“Ruínas Sobre Ruínas” fala da inspiração de um artista atormentado pelas notícias cruéis. Como a pobreza, no sentido mais amplo da palavra pode afetar e dizer quem nós somos, definindo nosso existir.

“Lilith” é uma canção muito profunda que fala das distâncias dos corpos na frente do computador, da sensação de abandono. Lilith tem várias interpretações e na música é a possibilidade de liberdade, de expurgar todo o passado de dor coletiva e individual. De como encontrar o meio termo é duro, mas necessário e libertador.

“Você Sabe Porquê” lançada como single por sua poesia, melodia e harmonia, é a expectativa do florescer. Uma canção inspirada nos Beatles e nos Beach Boys, daquelas baladas que todo mundo ouviu muito no rádio, uma declaração de amor, uma música de agradecimento, de esperança em dias melhores.