Com participação de Duda Beat, a banda Meu Funeral, lança a descontraída “Tudo Que Eu Queria”.
A canção chega carregada de ironia, lirismo ácido e um contraste sonoro que surpreende: letras recheadas de ódio e vingança emolduradas por uma sonoridade delicada e envolvente, que ganha ainda mais brilho com Duda.

“Essa música fala sobre ódio, vingança e o desejo de ver aquela pessoa insuportável que você conhece se dar mal. Porém, uma música sobre tantos sentimentos ruins pedia uma roupagem bonita e simpática para que a pessoa que se identifica com tamanhas atrocidades não se sinta culpada por desejar coisas horríveis a alguém. Ah, outra coisa que ajudou a dar essa cara leve para a canção foram os vocais de luxo da querida Duda Beat, que compõem uma atmosfera leve e fluida para proferir nossos impropérios”, explica Luquita (voz e violão).
A sonoridade, segundo Dan (baixo), vem em tom contrastante: “A sonoridade de ‘Tudo Que Eu Queria’ é tranquila, com um violão dedilhado somado a elementos da natureza, que remete a um momento de paz, o que pode contrastar um pouco com a letra, mas talvez no fundo as pessoas só precisem de liberdade para poderem odiar em paz”.

A composição surgiu a partir de um momento de provocação, como lembra Luquita: “O que me motivou a começar a escrever essa letra foi um diálogo com um menino mimado do tipo ‘se não for pra fazer do meu jeito, eu não vou fazer!!!’. Daí veio a primeira frase da canção: ‘Tudo que eu queria era mandar você se fuder, mas isso não te faria entender’. A partir daí a narrativa foi indo em direção a desejos um pouco mais extremos, recheada de ironia e acidez”.
Para Pepe (guitarra), o impacto da música está em transformar algo pesado em leveza: “Que até os sentimentos mais podres podem virar arte bonita. Não é sobre incentivar a raiva, mas sobre assumir que ela existe e que todo mundo já teve vontade de ver alguém se fuder. É terapêutico. Você se identifica, ri da própria maldade e no fim, sai mais leve”.
A expectativa pelo lançamento é alta. “‘Tudo Que Eu Queria’ é uma música totalmente diferente de tudo que já experimentamos. E a gente ama. Estamos com a expectativa alta porque, mesmo sem tê-la lançado, a gente tem tocado nos últimos shows, e público tem amado. Lembro de uma vez, no Rock In Rio, que tocamos ela e vieram falar que amaram muito, queriam saber o nome, e a gente teve que falar que ainda não estava no mundo. Agora Tá (risos)”, revela Tent (bateria).

Em breve chega o clipe, criado a partir de materiais de domínio público garimpados por Luquita. “Não sei onde ele arruma isso, mas ele faz umas compilações maravilhosas. Daí foi passarmos a ele a missão de coletar imagens que ilustrassem a letra da música (cumprida com brilhantismo) e fazer alguma coisinha de pós (títulos e legendagem). Os tubarões da indústria fonográfica mainstream chamariam este vídeo de webclipe, mas achamos essa designação meio ridícula, é clipe e pronto; se não gostou, me dá um milhão de reais que aí a gente roda um que tem feat do Dennis DJ, o balé do Thriller do Michael Jackson e o Ronaldinho Gaúcho (pra dar aquele quê de aleatoriedade)”, brinca Dan.
Formada por Luquita (voz), Dan (baixo), Pepe (guitarra) e Tent (bateria e coreografias), a banda Meu Funeral se destaca por letras afiadas, que transitam entre críticas sociais, ironias do cotidiano e relações humanas, sempre embaladas por uma sonoridade que mescla o peso do punk e do hardcore com influências do pop radiofônico e ritmos brasileiros.
Com sua estética singular e autenticidade gritante, a banda vem conquistando cada vez mais espaço na cena nacional, posicionando-se como uma das revelações mais ousadas e interessantes do rock brasileiro contemporâneo.

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