A Cura

Propondo uma experiência sensorial profunda sobre vulnerabilidade, arte e transformação, Lara Orin apresenta o EP “A Cura”.

A cantora e compositora chega com um trabalho intenso, sensorial e profundamente autoral, que traduz em som, imagem e poesia o espectro emocional, artístico e neurodivergente da artista. Com produção musical assinada por No Cutty, o EP nasce da soma entre referências que atravessam a trajetória de Lara e do produtor: Música Clássica, Trap, Drill, MPB e Poesia Falada. O resultado é uma
obra híbrida, densa e delicada, que propõe uma imersão completa nas emoções e vivências a artista.
A Cura é a projeção sonora do que eu sinto, do que vivi e do que ainda estou processando. É uma tentativa de organizar o caos interno e transformar dor em linguagem”, afirma a artista.

Foto: Eudig

O projeto aborda temas sensíveis e urgentes como violência doméstica, abuso sexual, abuso psicológico, auto percepção, estresse pós-traumático e episódios de meltdown, conduzindo o ouvinte por uma experiência sensorial profunda e, ao mesmo tempo, acolhedora. “Eu quis falar de assuntos desconfortáveis de forma lúdica, usando símbolos, criando um mundo quase mágico para acessar essas memórias sem negá-las”, explica a cantora.

Além do EP, “A Cura” ganha também um filme audiovisual concebido para ser consumido de forma integral, sem pausas ou distrações, ampliando ainda mais a imersão no universo do projeto. Com abordagem cinematográfica, o filme reúne todo o material audiovisual da obra e conta com sound
effects de No Cutty, produtor que já atuou em projetos de artistas do mainstream do trap omo Matuê,
Teto, Orochi e MC Poze do Rodo. “A ideia era que som e imagem respirassem juntos, criando um fluxo
contínuo de sensações”, conta Lara. As filmagens aconteceram em Curitiba (PR), durante os dias mais frios do ano, e envolveram uma equipe de mais de 20 artistas da cena underground do audiovisual brasileiro. Em uma das cenas mais simbólicas, Lara foi submetida à submersão em águas abaixo de 10 °C, representando de forma literal o processo de resfriamento emocional proposto pela obra. “Foi um processo físico e emocionalmente desafiador, mas necessário. Meu corpo precisava sentir o que a narrativa pedia”, relembra ela

LGBTQIAP+, feminista e autista, Lara Orin encontrou na música um porto seguro, um espaço de inclusão profissional e também uma ferramenta de militância. Nascida em São Paulo, iniciou sua trajetória cantando em bares de MPB, Sertanejo e Pop Rock, até se reconhecer no Trap como linguagem capaz de canalizar sua potência e verdade. “A arte sempre foi meu instrumento de cura, de assimilação, de auto aceitação e também de reinserção profissional”, afirma Orin.

Foto: Eudig

Com influências que passam por Rihanna, Masego, Don L, Duquesa, Yago O Próprio, Cynthia Luz, CJ,
Criolo e Major RD, Lara começou a frequentar estúdios da cena em 2022, conectando-se a gravadoras e dando início ao projeto coletivo Orin. Após os singles “Jura” e “Vontade”, lançados pela AlmaViva em parceria com a Warner, a artista inaugura agora uma nova fase com “A Cura”.

– Ouça o EP em sua plataforma favorita : https://bfan.link/a-cura.

Foto: Eudig
Foto: Eudig
Foto: Eudig

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