Céssy mergulha no romantismo dos anos 80/90 e celebra a vida no EP “Compor e Cantar 6: Ritual”.
A música é um ciclo, um ritual de amor. Para a compositora, cantora e jornalista Céssy, nome artístico de Marilda Gifalli, essa máxima se renova com o lançamento de seu sexto volume de inéditas. A artista tem uma história de vida que prova que a paixão pela arte não tem prazo de validade. Depois de dar uma pausa na carreira que ela considerou essencial, o amor pela composição a trouxe de volta aos estúdios em 2018, já na maturidade, com uma energia de quem está apenas começando.
Céssy tem uma história de vida que prova que a paixão pela arte não tem prazo de validade. Depois de dar uma pausa na carreira que ela considerou essencial, o amor pela composição a trouxe de volta aos estúdios em 2018, já na maturidade, com uma energia de quem está apenas começando.

Seu novo EP, o sexto da sequência “Compor e Cantar”, é um abraço sonoro no romantismo das décadas de 80 e 90, sem perder a sensibilidade sofisticada que marcou grandes nomes da música brasileira como Joana, Roberto Carlos e Peninha. O sexto EP é uma aposta melódica e harmônica que toca a alma de forma direta. Com quatro faixas, Céssy leva o público a uma viagem que é, ao mesmo tempo, íntima e universal.
O coração do EP é a música “Mato Grosso Nunca Mais”; uma homenagem tocante à mãe da artista, que completou 100 anos em 2024. A composição resgata com profundidade as memórias da infância, os pés descalços, às feridas da vida, os valores familiares e a dignidade humana. Céssy prova que a música é, acima de tudo, um ato de afeto. Para quem ama poesia, “Compor e Cantar 6: Ritual” é um convite imperdível.

Confira o ”faixa a faixa” do EP:
“Ritual”:
Descreve a transformação da natureza diante da Noite e do Dia. Uma maneira lúdica de descrever os elementos (Estrela; Universo; Mata; Horizonte; Lua, entre outros). Através da melodia e da poesia, a música revisita aspectos ritualísticos do anoitecer e o amanhecer num ciclo interminável.
“Flor e Espinho”:
Fala do término de um relacionamento amoroso. Uma mensagem de celular sem resposta decreta o fim de uma história de amor. A flor e o espinho são usados como imagem da pessoa que ama, mas que pode viver sem este amor. A expressão “Nunca Mais” se torna um lugar distante onde o amor não pode chegar.
“Fruto da Imaginação”:
Traz em sua poesia um jogo de palavras (porto/navio, areia/deserto, corpo/carinho) que pretende criar a ideia da existência ou não do amor verdadeiro. A solidão, que sobe de elevador e invade o apartamento, é um sentimento que parece ganhar vida, assim como a noite que sai à procura de abrigar-se do frio. Enquanto o silêncio cala a poeta, ela continua imaginando.
“Mato Grosso Nunca Mais”:
Conta a história de vida da mãe da artista que completou 100 anos em 2024. Dona Hilda, que nasceu no Mato Grosso, se transformou em uma linda poesia. Seus avós maternos são homenageados nesta canção de uma nostalgia pra lá de impecável.

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