E na madrugada de Quarta para Quinta foi ao ar o grupo Rouge no SBT, onde tudo começou, dando entrevista para o Danilo Gentili no programa The Noite. Elas falaram sobre o grupo no passado e o retorno em um papo descontraído e cheio de música.

Gentili quis saber porque o retorno não tinha acontecido antes e elas explicaram que não era o momento certo e que durante os 12 anos em que ficaram separadas, sempre perguntavam por que o grupo tinha acabado, quando voltariam e perguntavam para cada uma delas como as outras estavam e mandavam beijos.

Quando acabou o grupo cada uma seguiu naturalmente seu caminho e apesar dos pedidos de volta, não tinham noção de como seria.

Sobre a diferença de sentimentos de quando se lançaram em 2002 e no retorno do ano passado, as meninas disseram que da primeira vez não tinham a noção exata de como estava a repercussão do trabalho delas vindo do programa PopStar e que no ano passado foi incrível. Apesar de saberem que o público queria muito a volta, não imaginavam como seria a recepção e se daria realmente certo.

Foto: Carol Caminha

O curioso é que quando elas retornaram em 2017, iriam apenas comemorar o grupo com alguns shows e se separariam. Porém com as apresentações, perceberam como era mágico estarem juntas no palco e assim entenderam que as vidas delas tinham de novo se sincronizado e que deviam voltar em definitivo.

Sobre a nova fase mais madura, elas revelaram que sempre estiveram a fim de fazer novas músicas com discurso mais maduro, onde pudessem se expressar melhor como mulheres e com maior responsabilidade artística. E também se adequando à nova realidade do público, que as inspiram através de tudo que os seus fãs contam sobre suas vidas.

Fotos: Carol Caminha

Para elas o single “Bailando” é uma música de transição mais próxima do som Rouge de 2002. Já a próxima música aconteceria com um melhor entendimento do Rouge de 2018.

Elas revelaram que o fim do Rouge tinha sido ao mesmo tempo desgastante, triste e um alívio. A rotina de shows e eventos era muito intensa e cansativa, trazia desgaste e elas ganhavam muito pouco dinheiro já que os lucros eram divididos com gravadora e produtora de forma muito desigual.

Foto: Carol Caminha

Sobre o maior sucesso da carreira, “Ragatanga”, o Rouge contou que foi a última música a entrar para o primeiro disco e que quando elas ouviram pela primeira vez, começaram a rir achando que era uma brincadeira, sem saber que a sua versão original em espanhol estava estourada na Europa. Elas achavam que a música não tinha nada a ver com o resto do disco que já estava pronto.

Foi muito bom ver a entrevista e conseguir perceber que elas estão mais unidas do que nunca e mais seguras de si. É um novo Rouge com energias renovadas e muita gana de fazer música de qualidade e passar mensagens positivas e relevantes.

Viva o Rouge!