Sem dúvidas “Despacito” é o maior fenômeno da música latina dos últimos anos. O resultado, mais de 5,9 bilhões de visualizações no You Tube e a maior quantidade de visualizações da história mundial. Um feito e tanto de Luis Fonsi com participação de Daddy Yankee.

Depois veio outro fenômeno, “Échame La Culpa” com Demi Lovato. Finalmente o nono álbum de Luis Fonsi com estas duas canções e outros sucessos já está entre nós desde 2 de Fevereiro de 2019.

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E sobre este disco com quinze faixas e produção dos renomados Maurício Rengifo e Andrés Torres, que vamos falar.


Devido aos primeiros singles serem bem agitados, as pessoas pensavam que neste trabalho lançado pela Universal Music, Fonsi abandonaria suas baladas e romantismo. O cantor então declarou na época “muitas pessoas pensam que eu me afastei desse lado romântico, e eu sempre dizia ‘eu não vou a lugar nenhum’. Eu ainda sou um cantor romântico. Eu ainda falo essa linguagem romântica, mas ao mesmo tempo gosto de fazer as duas coisas. Não gosto de ser limitado”.

Ele ainda completou “eu quero ser capaz de dançar, fazer as pessoas se alegrarem e às vezes, cantar uma balada com muita letra, muita emoção”. E esse álbum reflete tudo isso que ele contou. Ele é bem equilibrado em termos de músicas agitadas e baladas típicas deste cantor sensacional.

Luis Fonsi com Daddy Yankee

Na mesma linha de “Despacito” e “Échame La Culpa”, outros dois singles colocaram o mundo inteiro para dançar. Foram “Calypso” com participação de Stefflon Don e “Impossible”com a colaboração de um dos maiores expoentes do Reggaeton atual, Ozuna.

Ao mesmo tempo romântico e dançante temos também o hit “Sola” que mistura o Pop com o R&B, numa mistura única e muito bacana, gostosa. Destaque também para “Más Fuerte Que Yo”, uma música forte e cheia de personalidade sobre não conseguir se afastar de quem se ama.

Luis Fonsi e Demi Lovato

Foi muito gostoso ouvir “Apaga La Luz”, uma canção alto astral, cheia de vida que fala sobre aproveitar a vida ao máximo. A ouvir me fez lembrar do show de Fonsi no Brasil em Maio de 2018. Na ocasião ele cantou esta música, para mostrar antes de lançar o álbum, como um presente aos fãs. Um lindo momento.

Ozuna e Luis Fonsi

Trazendo a origem romântica de Luis Fonsi com muita emoção temos duas lindas faixas. A oração por um amor verdadeiro “Le Pido Al Cielo” e a visceral e intensa “Dime Que No Te Iras”. Também destaco “Tanto Para Nada” com uma batidinha leve e bem marcada, compassada, falando sobre desilusão após muita dedicação ao amor.

Não tem coisa mais bonita do que amor de pai por um filho. E esse amor foi transformado em canção. “Ahí Estas Tu” foi escrita para Rocco, quando ele ainda estava na barriga da esposa de Fonsi. Além da linda declaração de amor, a faixa tem o arranjo que começa com um “violãozinho delícia”e no final ouvimos um belo arranjo de cordas para fechar com chave de ouro. Emocionante, de arrepiar.

Também está presente no álbum os remixes de “Calypso” e de “Despacito”. O primeiro com participação de Karol G, Andrés Torres e Maurício Rengifo e a segunda com participação de Daddy Yankee e Justin Bieber. Vale lembrar que no refrão, Justin canta em espanhol, o que foi um pedido dele mesmo. E a pronúncia ficou muito boa. Também temos a versão em inglês de “Sola”.

Luis Fonsi explica porque o álbum se chama “Vida”: “Essas músicas vem de lugares muito honestos e reais. Muitos tem haver comigo, muitos não. Mas senti que minha vida está aí, em cada música”. O título também foi escolhido pois para ele o álbum é uma espécie de raio-x de sua vida e pois quando ele começou a gravá-lo, sua esposa estava grávida. Para ele, o amor como o pai e a empolgação com a gravidez refletiram muito em suas músicas e em sua comunicação.

Luis Fonsi e Stefflon Don

Esse é o álbum mais pop de Fonsi, que soube muito bem dosar com perfeição as músicas mais animadas com as baladas, que sabe fazer como ninguém.

Sem dúvida um dos melhores álbuns da carreira de Luis Fonsi. O artista conseguiu reinventar seu trabalho e sua arte, sem deixar de lado as suas raízes. A espera pelo novo disco foi grande, mas valeu muito a pena. Um disco que o fã não pode deixar de ter em sua coleção.

Já no lançamento do CD, Luis Fonsi recebeu o certificado de disco de diamante duplo nos Estados Unidos, pela venda de 1,3 milhões de cópias no país.

Aqui no Brasil a versão física do álbum será lançada em breve.

Com o certificado de disco de diamante duplo EUA