Me Gusta Entrevista : Daya Luz

Entrevista e texto por André Rossanez

O Portal Me Gusta teve a honra e a oportunidade de conversar com uma das melhores e mais completas cantoras da nova geração, Daya Luz.

Me encontrei com a cantora em São Paulo no hall de eventos do hotel Blue Tree Paulista. Logo de cara pude perceber toda a simpatia e a luz de Daya. Fui recebido com muita simpatia, brilho nos olhos e um abraço caloroso.

Tivemos um bate-papo muito bacana, onde falamos de carreira, empoderamento, a arte de cantar e dançar ao mesmo tempo e claro, da canção “Digo Sim”, atual hit de Daya Luz e que já alcançou a marca de 1 milhão de visualizações no You Tube.

Agora fique por dentro de tudo o que conversamos e conheça melhor essa artista tão talentosa.

Portal Me Gusta: Como surgiu o amor pela música?

Daya Luz: A música surgiu desde que eu me entendo por gente. Sempre foi um sonho meu ser cantora, então eu via os artistas na TV e queria muito isso. Não tem ninguém artista na minha família, ninguém me incentivou a isso. Eu acho que eu nasci mesmo com esse lance. Não teve incentivo de ninguém, mas eu via por exemplo a Ivete na TV, e dizia ‘gente, é isso que eu quero para minha vida, quero ser cantora, dançar e levar essa energia para o público’. Por um certo período não investia nisso, até por falta de condições mesmo. Aí só lá na frente, quando eu já estava na faculdade e trabalhando na área financeira, que eu pensei ‘meu sonho é ser cantora, vou investir nisso’ e cai para dentro. Comecei a investir e Graças a Deus estou aí. Essa música de trabalho, “Digo Sim”, já é a oitava e tô trabalhando aos pouquinhos, crescendo e subindo um degrau por vez. A ideia realmente é construir uma carreira e já tô feliz com tudo o que já tá acontecendo.

Me Gusta: “Digo Sim” é mais romântica e as músicas anteriores eram mais dançantes. Como essa música apareceu e surgiu a ideia de vir com algo mais romântico?

Daya: Como todas as minhas músicas tinham muita coreografia e muitos elementos na produção, eu queria uma música que mostrasse mais a minha voz, evidenciasse realmente a voz. Uma produção mais minimalista e um clipe que não tivesse tanta coreografia, tanta coisa e para as pessoas focarem mais na voz. E deu certo, porque tem muita gente que ouve e fala assim ‘nossa, que diferente’, as pessoas não esperavam que a Daya, que tava fazendo aqueles clipes megalomaníacos iria ter uma música assim tão romântica, sentimental. Então eu consegui colocar todo meu amor e toda minha interpretação nessa música.

Me Gusta: O clipe de “Digo Sim” é uma animação. Como surgiu a ideia?

Day: A gente tinha essa ideia de fazer uma animação em um clipe, até porque não tem muito, e eu sempre busco alguma referência diferente para trazer para o meu trabalho. Eu tava esperando o momento certo e a música certa para poder juntar essas duas coisas, uma música romântica e uma animação. Essa música chegou no final do ano passado e eu já conversei com toda minha equipe e a gente já tinha uma ideia mais ou menos e passei para o diretor do clipe. A ideia foi inspirada no meu próprio relacionamento, sou casada há mais de sete anos e sou uma mulher muito apaixonada. Então o clipe foi inspirado no meu relacionamento, no meu boy. Então toda a história mostra uma princesa diferente, de tênis e uma princesa com atitude que pega o boy ali e se joga. Quando ela se joga do penhasco, por exemplo, tem essa alusão de que a gente tem que confiar no outro. O relacionamento para dar certo precisa de confiança. E em contrapartida essa música, não fala só do relacionamento entre homem e mulher, menina e menina ou menino e menino, e sobre relacionamento em si, mas também do amor que se sente pela vida, pelo filho, pelo cachorrinho. Então é o amor mesmo de uma forma geral.

Me Gusta: Como é sua preparação para poder cantar e dançar ao mesmo tempo no palco?

Daya: É uma preparação. Faço Crossfit toda semana, musculação e faço treinamentos cardiovasculares, que junta exercícios, com corrida, com aparelhos de remo, com bicicleta. Tem muito cárdio no meu treinamento para eu poder conseguir segurar alí. É muito difícil cantar e dançar ao mesmo tempo, é um negócio. Para eu poder me apresentar, eu sempre ensaio bastante. Então quando vou mostrar um show, sempre vou ter bastante ensaio e vou ter alguns momentos certos para poder pegar o fôlego sem o público perceber. Então tem todo um processo aí de treinamento e também tem de ter uma alimentação bem balanceada, saudável e leve. É pauleira.

Me Gusta: “Virar o Game” é uma canção bem inspiradora. Qual foi a inspiração desta música?

Daya: Essa música conta minha história, de realmente virar o game. Eu venho de uma comunidade de São Paulo, chamada Americanópolis e eu não tive condições de investir na música, por causa de grana e porque os meus pais também são muito humildes e achavam que ‘ser cantora, até parece’ então era uma realidade muito distante. Então ‘Virar o Game’ conta minha história, desde lá atrás, na minha adolescência. Fiz panfletagem na rua para ganhar um dinheirinho e levar um pouco pra casa. Fui crescendo e comecei a estudar e chegou o momento de investir na música. E aí mostra a Daya no final, realizando sonhos no palco, dançando e cantando. Então, ‘Virar o Game’ conta toda essa trajetória de superação e virar o jogo na vida mesmo.

Me Gusta: Como é seu processo de composição?

Daya: Eu tenho mais facilidade em compor, por exemplo,quando eu estou viajando no avião. Que aí eu olho pela janela, já vejo as núvens, vejo o céu e fico viajando na maionese e vem uma história. Sempre tem que ter um tema. Na “Te Dominar”, que foi a segunda música de trabalho e que entrou no Just Dance (o jogo), eu sabia que tinha que fazer uma música que falasse de dança, mas que também tivesse uma coisa envolvente e então misturei os assuntos e consegui desenvolver a história. Então eu sempre penso no assunto, ‘vou falar de amor, de chifre, sei lá, de dançar’. Geralmente no avião já com o tema definido.

Me Gusta: Qual a melhor parte da carreira de cantora? E a mais difícil?

Daya: A melhor parte é de realizar um sonho mesmo, de fazer o que você ama, que é o que eu amo, é o meu sonho cantar, estar no palco e sentir a energia das pessoas, é o que me dá prazer. E a parte mais difícil é quando você quer mostrar todo o amor que você tem, todo seu sonho e todo seu trabalho na música e as pessoas não entendem, por exemplo, a dificuldade que é chegar e que é muito trabalho envolvido. Não é só a música, não é só você ser boa, tem muitos fatores que envolvem você conseguir levar sua música para muita gente. Não é um trabalho fácil, tem que amar muito, tem que ser sonho de verdade.

Me Gusta: Como é sua relação com os fãs?

Daya: São os meus Iluminados. É Daya Luz, então a gente botou lá que são os Iluminados. E eles são realmente Iluminados. Procuro sempre passar o que eu sou, para eles terem uma noção de quem é Daya Luz que tem empatia, tem amor em tudo que faz e carinho, e às vezes recebe uma crítica e não devolve com uma crítica de volta. Às vezes, sei lá, a pessoa faz um comentário me criticando e eu vou lá e falo ‘poxa que pena espero que da próxima vez você curta’ e aí você ganha a pessoa. Que no fundo, às vezes a pessoa está ali e quer uma palavra positiva. E se a pessoa fala alguma coisa e você vai lá e retruca, manda uma parada negativa para ela, vira uma discussão, sabe? Assim, não tô nessa vida pra adquirir inimigos, eu tô para adquirir pessoas legais, amigos, por mais que às vezes eu tenha que converter essa pessoa. Então eu passo isso para os meus Iluminados. Quando eles vêm uma pessoa me criticando, eu falo ‘calma, não xinga, não fica lá brigando, tenta trazer pra gente, tenta jogar luz para essa pessoa’.

Me Gusta: Quais são suas inspirações na música?

Daya: Ciara, JLo, Beyoncé, Madonna, Michael Jackson, todos os artistas que tem dança no meio. Como canto e danço, me inspiro muito e vejo muito os vídeos. A Pink também, é uma mulher que gosto muito de assistir as lives, os shows dela as performances, me inspira muito. Ela é uma mulher forte, me identifico muito porque sou bem bruta também. E aqui do Brasil, a Ivete é uma mulher que me inspirou muito. Era uma pessoa que eu assistia muito quando eu era criança e que me inspirava com aquela energia que ela tem e com o bom humor. Eu acho que o artista tem que ser isso. Toda hora estar com um sorriso no rosto, recebendo bem as pessoas e ela me inspira muito por isso também.

Me Gusta: Como você vê a questão do empoderamento feminino?

Daya: Eu me considero muito empoderada. Meu pai e minha mãe perderam o primeiro filho que era homem. Então quando eu vim em seguida, meu pai queria que fosse um menino e aí eu sabendo disso, sempre quis mostrar para ele que eu era uma menina, mas que eu podia ser melhor que um menino e fazer coisas muito melhores que um menino. Aprendi a dirigir muito cedo e se eu precisasse carregava caixas, essas coisas. Eu faço mudança na minha casa, todas as coisas que às vezes a mulher é vista como incapaz. Sempre busquei ser uma mulher com atitude, e fazer as coisas bem feitas. Dane-se que sou mulher. Eu me considero uma mulher empoderada, faço crossfit, rasgo toda minha mão que fica toda em carne viva, mas não estou nem aí, fico com a perna toda roxa. Acho que o empoderamento é muito importante hoje para as mulheres se colocarem e ganharam o respeito dos homens e das outras mulheres. As próprias mulheres precisam mostrar, uma para as outras que somos fortes e se unirem. Porque muitas vezes as mulheres são as primeiras a criticarem a outra. Quando vejo uma mulher linda na rua, falo ‘que linda você é’. É você enaltecer as outras mulheres. Às vezes, as mulheres tem essa coisa de olhar e dizer ‘olha essa mulher que tá vindo aí’, aquela coisa de picuinha. E a gente tem que mostrar que não é assim. A gente tem que elogiar e estar ali empoderando a outra.

Me Gusta: O que você pode adiantar dos próximos passos de Daya Luz?

Daya: A próxima surpresa vai ser o Remix de “Digo Sim”. Para quem achou que é uma música muito lentinha, vem aí uma música mais agitada, um remix bem bacana com uma dupla de DJs super do meio, do circuito. E vai ter uma música nova também. A próxima música posso dizer que vai ter dança, sim. Vão voltar as coreografias. Então, se prepare!

É sempre muito bom quando a gente conversa com uma cantora e a todo momento consegue ver através de seus olhos, o amor que ela sente pela música e também pelo seu público. E é isso que vi em Daya Luz.

Ela tem todo o conjunto necessário para ser uma grande artista. Talento, afinação, criatividade, carisma, simpatia, amar o que faz e muita dedicação e trabalho.

Daya Luz, cada vez conquistará mais o seu espaço e vai continuar sendo uma das melhores artistas e cantoras do Brasil. Voa Daya, voa, que você vai longe e com muita luz!

Eu com Daya Luz após a entrevista

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