Impactante. Essa é a palavra que define “Dark Ballet” de Madonna. Uma música forte com o clipe que impacta nos faz pensar.

A música escrita pela cantora junto à Mirwais Ahmadzaï, ganhou um clipe que nos faz ficar arrepiados e reflexivos com direção de Emmanuel Adjei.

Na mega produção, gravada parte no Mosteiro da Batalha, na cidade portuguesa de Leiria, mostra elementos religiosos figuras católicas na época da inquisição, condenando um homem a fogueira.

Quem interpreta este homem é o artista queer performático Mykki Blanco. O americano é famoso por fazer apresentações artísticas com trajes femininos e peruca. Ele também é ativista e portador do vírus HIV.

O vídeo foi também inspirado na história de Joana D’Arc. Sobre a inspiração em Joana, queimada no Século XV, Madonna conta “Ela lutou contra os ingleses e ganhou, ainda assim os franceses não ficaram felizes. Ainda assim eles a julgaram. Eles disseram que ela era um homem, eles disseram que ela era lésbica, eles disseram que ela era uma bruxa, e, no final, eles a queimaram na fogueira, e ela não temeu nada. Eu admiro isso”.

Madonna realmente é uma Rainha. Sua sensibilidade é além do que geralmente as pessoas possuem e através disso consegue nos impactar e nos fazer pensar sobre a sociedade e o mundo em que vivemos.

Ao mostrar que em muitos aspectos, a humanidade é retrocessa, a diva pop nos impulsiona a tentar mudar esse quadro e nos faz ter esperança. Nesse clipe ela consegue fazer com que percebamos que de alguma forma, alguns aspectos de séculos passados continuam intrínsecos nos dias de hoje. Além de fazer um belo protesto.

A nova canção também nos lembra a importância de não ficarmos calados diante de injustiças e daquilo que acreditamos que tem de ser mudado.