Bruno Gouveia, o vocalista do Biquíni Cavadão está lançando seu livro autobiográfico, “É Impossível Esquecer o Que Vivi”, contando sobre sua história e a trajetória da banda pela Editora Chiado

O Portal Me Gusta teve o privilégio de entrevistar Bruno pelo Whats App para falar sobre carreira, música e o livro.

Saiba tudo que conversamos na jntegra.

Portal Me Gusta: Para relembrar, como surgiu o Biquíni Cavadão e a inspiração pro nome?

Buno Gouveia: O grupo surgiu no colégio, no pré-vestibular. Quase todos nós nos conhecemos desde esta época. O nome foi sugestão de Herbert Vianna, numa época em que as bandas tinham nomes como Paralamas do Sucesso, Engenheiros do Hawaii e Kid Abelha e os Abóboras Selvagens.

Me Gusta: Como surgiu a ideia de escrever o livro contando sua história?

Bruno: A idéia surgiu em 2014 quando planejamos os festejos de 30 anos do Biquini para 2015. Seria legal termos uma biografia e eu comecei a escrever algumas idéias para não me esquecer. Em pouco tempo, já havia escrito mais de 50 páginas. A partir daquele momento, percebi que seria difícil colocar este projeto na mão de um biógrafo e resolvi transformar o projeto em uma autobiografia. Também tirei de minha responsabilidade acabar o livro rapidamente. Fui fazendo de acordo com meu tempo livre.

Me Gusta: Como foi escrever e escolher as passagens que iria contar no livro?

Bruno: O Biquini tem uma história bem interessante, de perseverança e superação. Tenho boa memória para contar estes fatos e, num primeiro momento, escrevi sem limitação de texto ou episódios. Num segundo momento é que decidi ver o que realmente era legal contar. Não por fazer-me uma autocensura, mas para que o livro não ficasse restrito a fãs do grupo.

Me Gusta: Nesses anos no mercado fonográfico mudou, com o advento das redes sociais e plataformas. Como você vê essa mudança?

Bruno: O Biquini Cavadão foi pioneiro nisso, tendo sido a primeira banda a ter site, a primeira a lançar um disco com kit de acesso gratuito à Internet, a primeira a transmitir via webcam uma gravação de nosso CD (em 1999)… Eu havia estudado Engenharia por dois anos, visando uma especialização em computação. A Internet não era algo estranho para mim e, assim, pudemos tomar a dianteira naquele momento.

Me Gusta: Como você vê o rock nacional atual?

Bruno: Temos ótimas bandas: Lestics, Los Porongas, Cali, Far From Alaska, Scalene, Lambreta… o que falta é termos o holofote sobre esta turma nova. Existem ciclos. O rock predominou nos 80/90. E naquela época não era fácil ser um cantor sertanejo ou de funk, que hoje são a bola da vez. Entretanto, boa música não morre. Muitos dos grandes sucessos da Legião Urbana já existiam sete anos antes de serem lançados em disco.

Me Gusta: Como é trabalhar em grupo e a hora de tomar as decisões conjuntas?

Bruno: Acreditamos que todos nós queremos o crescimento da banda. Respeitamos as opiniões diversas porque sabemos que todos querem que tudo dê certo. Votamos e acatamos a decisão vencedora. Se o caminho for errado, não temos problema algum em voltar atrás e tentar outras idéias.

Me Gusta: Como é o processo de composição das músicas e escolha do repertório de shows e discos?

Bruno: Da mesma, forma. Democraticamente elegemos as canções que queremos gravar e discutimos a ordem do shows, que músicas entram e quais ficam de fora.

Me Gusta: Como surgiu a ideia de integrar o livro ao leitor de QR code?

Bruno: Faz parte daquele lado pioneiro que sempre tivemos. Eu sempre senti falta de ter mais fotos nas biografias dos livros que lia mas sabia que não era tarefa fácil pois isso envolvia custos que encareceriam muito o livro em si. Com o QR Code, o celular passou a ser um companheiro – e não um concorrente – do livro. Mais que isso: além das fotos, incluímos videos e músicas para o leitor ter uma imersão completa. Como ler um livro sobre música sem música? Acho que a solução foi simples e prática.

Me Gusta: Como tem sido a repercussão do livro?

Bruno: A crítica e os fãs tem adorado. É um livro que tem leitura rápida, mesmo com suas 450 páginas. Recebo diariamente muitas mensagens de apoio ao trabalho. Graças ao Biquini Cavadão, consigo levar o livro para diversos cantos do país. Após o show, acabo fazendo uma “madrugada de autógrafos” kkkk

Me Gusta: Do que puder adiantar, quais os próximos passos da carreira?

Bruno: Vamos seguir com a tour Ilustre Guerreiro (disco em homenagem a Herbert Vianna) até o ano que vem, com datas pelo país e, agora neste mês de outubro, nos Estados Unidos. Lançaremos em breve um registro ao vivo desta tournée, gravada no Teatro Bradesco em SP. O disco também terá 5 faixas de estúdio com outras canções de Herbert. Até o fim do ano, o projeto Vou Te Levar Comigo, que faz parcerias de canções do Biquini com artistas de outros segmentos fará um novo lançamento. Depois de Matheus e Kauan, nosso próximo convidado é o sambista Péricles cantando conosco “Janaína”.