Por André Rossanez

Em 2010, no dia 02 de Dezembro, aniversário de Britney Spears, a cantora anunciou o lançamento de “Femme Fatale”, seu sétimo álbum da carreira.

“Eu entreguei meu coração e minha alma neste álbum nos últimos dois anos. Nele, eu coloquei tudo que tenho. Este álbum é para vocês, meus fãs, que sempre me apoiaram e que ficaram torcendo por mim a cada passo do meu caminho! Eu amo todos vocês! Sensual e forte. Perigoso e ainda misterioso. Legal, mas confiante. Femme Fatale”, contou Britney Spears.

Entre o anúncio e a estreia, duas músicas já mostravam o tom do novo trabalho e o que podíamos esperar dele. “Hold It Agaisnt Me”, que antes tinha sido oferecida à Katy Perry que recusou, veio como um Pop bem dançante que mostrou o grande amadurecimento de Spears como artista. A faixa inclusive estreou em primeiro lugar no Top 100 da Billboard Americana.

A Princesa do Pop, lembrou também a todos nós que devemos aproveitar a vida ao máximo, já que não sabemos quando o mundo vai acabar com “Till The World Ends”. Era uma prévia da influência da música eletrônica neste projeto.

Eis que em 25 de Março de 2011 aconteceu o lançamento mundial do disco pela Jive Records (com distribuição da Sony Music no Brasil). Para a produção musical foi escolhida a dupla imbatível da música pop, Max Martin e Dr Luke (mais colaboradores).

O disco tem uma sonoridade Pop bem atual, que se mistura com Electro Pop, e Música Eletrônica (inclusive Trance e Dubstep) e traz bastante sintetizadores e guitarras. “Femme Fatale” estreou já em primeiro lugar em países como Brasil, Austrália, Estados Unidos e Canadá e entre as 10 primeiras posições na Alemanha, na Dinamarca e na Finlândia.

Mais diva do que nunca, Britney abordou muito bem a liberdade sexual e o empoderamento feminino no empolgante hit “I Wanna Go”, e na faixa “Holl I Roll”, que nos faz nos sentirmos muito livres.

E trazendo ainda mais um pouco de sensualidade, “Inside Out” é uma daquelas músicas que quando a gente escuta e está sozinho, imaginamos aquela dancinha sexy entre quatro paredes com alguém especial. Certeza que muita gente já passou por isso ao escutá-la.

O álbum também teve duas participações para lá de especiais. E o mais interessante, é que as duas faixas trazem as batidas da Música Eletrônica e um quê de Hip Hop trazido por seus participantes.

Britney Spears queria uma cantora com a qual se identificasse e que estivesse em início de carreira e para o dueto em “(Drop Dead) Beautiful”, a favorita de quem vos escreve, a escolhida foi a talentosa Sabi. E realizando um grande sonho de Britney, Will I Am (do Black Eyed Peas) escreveu, produziu e participou de “Big Fat Bass”, para nos fazer dançar muito.

Destaque também para a animada “Trouble For Me”, que para mim soa muito boa para escutar quando se está viajando e para relaxar, se esquecer dos problemas.

E o romantismo não ficou de fora. “Criminal”, retrata um amor bandido e que resiste aos riscos que ele pode causar e à reprovação das pessoas. Aqui no Brasil a música já estreou em primeiro lugar, nas paradas de sucesso.

Sem dúvida, “Femme Fatale” é um dos melhores álbuns da carreira de Britney Spears e um dos grandes ícones da cultura pop últimos anos, vendendo cerca de 3,2 milhões de cópias no mundo todo, sendo em torno de 1,8 milhão só nos Estados Unidos. Mais um grande sucesso da loira, que inclusive rendeu uma das turnês americanas mais lucrativas e que ganhou registro em DVD.

Em resumo, é um disco feito para a gente dançar e se divertir e que tem todos os elementos que um bom apreciador da Música Pop adora. Britney Spears conseguiu mostrar a artista grandiosa e antenada que sempre foi e adoramos, através de um Pop encorpado e com outros ritmos englobados.

O álbum também ganhou uma deluxe edition com 4 faixas a mais (“Up N’ Down”, “He About To Lose”, “Selfish” e “Don’t Keep Me Waiting”).