Por André Rossanez

Harry Styles lança seu tão aguardado segundo disco “Fine Line”, com muita personalidade e influências do Rock dos anos 60 e 70 e de estilos como Soul, Indie e Folk.

O novo trabalho com 12 faixas é um lançamento da Sony Music com produção dos renomados Jeff Bhasker, Kid Harpoon, Tyler Johnson, Greg Kurstin, Mitch Rowland e Sammy Witte.

Sobre a criação das canções do álbum, Harry revela “Foram as músicas que tive mais dificuldade para escrever. Tive que doar parte da minha alma para compô-las. Me questionei sobre cultura, gênero, identidade, masculinidade e sexualidade”.

Capa de “Fine Line”

O artista também conta uma curiosidade sobre o período de criação, “Comíamos cogumelos, deitávamos na grama e ouvíamos Ram, do Paul McCartney, sob o Sol. Ligávamos as caixas de som no jardim. Foram seis semanas em Malibu, sem entrar na cidade. As pessoas traziam seus cachorros e crianças”.

O álbum abre já com chave de ouro com a canção “Golden”, que mostra grande maturidade e evolução artística do cantor. Contagiante, tem uma pegada Rock que lembra a linha melódica de bandas como Keane e R.E.M e contém backing vocals que se confundem com o arranjo. Impecável.

E como não se apaixonar por “Watermelon Sugar”? Muito gostoso ouvir a guitarra que vai crescendo durante a música, que é bem swingada e que traz backing vocals em grande harmonia com a voz de Harry. A gente se transporta para um outro mundo ao ouvi-la.

Os dois singles também tem grande destaque. “Adore You” é uma das melhores músicas do disco e tem uma sonoridade ímpar que nos faz sentirmos em um filme de fantasia ou suspense. E “Lights Up” é uma das mais maduras do artista e traz uma pegada bem psicodélica, anos 70. O tom da voz de Harry é bem agradável e combina com a melodia, que é acompanhada por um coral bem interessante no backing vocal.

A faixa mais emocionante é sem dúvida, a sensível “Falling”. É uma música que já te conquista nos primeiros segundos, antes mesmo de ouvir a voz do cantor. Voz que inclusive cresce no refrão indo para tons mais altos e sem exageros ou gritos.

Apaixonante também é “To Be Lonely”, que particularmente, com seu banjo e seu arranjo me faz me sentir numa praia do Havaí ou da Califórnia. E como não amar “She”, que vem com uma pegada mais pro R&B e bateria e guitarras bem marcadas. Muito bom a maneira leve e bela como Styles canta tons mais agudos.

E uma curiosidade. A faixa “Cherry” sobre o término de um romance, tem um trecho final com áudio gravado em francês pela ex-namorada do cantor Camille Rome. “É minha ex namorada. Eu adicionei depois e percebi que fazia parte da música. Somos amigos e tal, então eu perguntei se estava tudo bem. E ela estava bem com isso”, revela Harry.

Desstaque também para “Treat People With Kindness” que é muito envolvente e tem uma pegada dos anos 70 e para “Fine Line”, uma baladinha bem gostosa, com instrumentos de cordas bem marcados, agudos muito bem colocados e com uma psicodelia de leve que vai crescendo durante a canção.

Harry Styles mais uma vez mostra com seu trabalho, que é um grande cantor cheio de personalidade e sensibilidade. Um artista com estilo e assinatura próprios e que busca suas referências, sem copiar ninguém.

Este é simplesmente um dos melhores álbuns lançados em 2019. E Harry comprova que é um dos melhores e mais completos cantores da atualidade.

O ex-One Direction cresceu e virou um homem e um artista daqueles. Um orgulho pra todos !