Texto e Entrevista por André Rossanez

Mica Condé acaba de lançar o seu novo single, o animado e sexy “Rebola” com direito a clipe e tudo.

Além de cantora, ela também é uma grande youtuber e em seu canal traz covers, entrevistas incríveis com outros artistas e mostra suas viagens. Seu single anterior, “Sorte a Tua” conquistou todo mundo e seu clipe já tem mais de 1,4 milhão views.O Portal

Me Gusta teve o privilégio de entrevistar Mica, que nos contou detalhes de sua carreira, falou de empoderamento e claro, de seu mais novo hit “Rebola”.

Saiba tudo o que ela nos disse na íntegra e conheça um pouco melhor esta grande artista.

Portal Me Gusta: Como surgiu a música e o amor por ela?

Mica Condé: Surgiu quando eu tinha por volta de 13 anos. Eu fazia aula na minha escola de flauta doce e aprendi outros instrumentos de ouvido e falei para o meu pai que eu estava tocando e pedi um pandeiro, porque eu queria tocar pandeiro e tamborim. Depois entrei na aula de teclado realmente para poder aprender teoria musical e tudo mais. Foi assim, um despertar muito natural. Eu comecei a tirar as coisas de ouvido e comecei a pedir instrumentos para os meus pais e depois fiz teclado, violão e depois o canto. O canto veio por último na minha vida.

Me Gusta: Como foi a experiência de participar de uma banda de Rock, a Divisa? E como foi a transição da banda pra carreira solo?

Mica: Com o Rock aprendi muito e tive muitas oportunidades bacanas, até de estar em palcos gigantes com grandes bandas do Rock Nacional. Então me deu muita base e quando eu fiz a transição do Rock pro Pop eu tava muito mais inteira. Claro que o Rock tem um nicho muito específico, muito diferente. Sempre fui uma pessoa muito eclética e sempre tentava trazer o Pop para o Rock na banda, mas muitas vezes não era possível. Costumo dizer que banda é igual casamento, só que com mais pessoas, ou seja, uma loucura. O Rock foi muito importante na minha vida, porque me deu toda essa base, toda essa desenvoltura no palco e minha base inicial foi toda no Rock, inclusive a vocal. Aprendi a cantar, vamos dizer assim, no Rock com muitos punch e muita energia. Quando eu fiz essa transição para o Pop foi assim, eu tive que me desconstruir toda e me refazer, inclusive vocalmente falando, porque o Pop tem uma sutilezas e você usa mais voz de cabeça, mais a prosa e é mais sensual. Então eu tive que aprender também isso, quando fiz passagem para o Pop, eu pude expandir meu horizonte. Foi muito importante para mim ter tido essa base tanto instrumental como vocal e de produção. Eu cheguei a produzir dois discos com a banda, teve muito material e muita experiência com o Rock. Pude chegar mais inteira no Pop.

Me Gusta: Como se dá o seu processo de composição e quais suas inspirações?

Mica: Geralmente vem de coisas que tô passando no dia a dia e que aconteceram comigo. A maioria das minhas composições são assim. Mas claro que também tem outras que faço com amigos e várias vezes a gente fala ‘vamos fazer sobre esse tema’ e aí sai. Foi mais ou menos assim com a “Rebola”. Escrevi ela com um amigo e decidimos falar da mulher e da independência da mulher. Foi bem assim natural, do dia a dia e sobre algo que tantas mulheres passam por aí. Mais ou menos é esse o processo. Vem de coisas que eu passo mesmo e de coisas que escuto de amigos e amigas, outras pessoas.

Me Gusta: Como foi gravar o clipe de “Rebola”?

Mica: Foi bem interessante. Foi o primeiro clipe da minha carreira em que trago mais sensualidade, mais cor e muito mais energia. Então foi para mim bem interessante, porque eu sou bem assim e fazia tempo que eu buscava uma forma de mostrar esse meu lado para o meu público, e “Rebola” veio bem a calhar. Eu pude mostrar bem esse lado mais sensual. A gente trabalhou com a coisa da diversão e da alegria no primeiro momento do clipe, e no segundo momento, uma parte mais cômica e mais sensual. Foi bem interessante também, porque eu nunca tinha me colocado nesse lugar e foi uma desconstrução muito grande poder fazer.

Me Gusta: Como você vê a questão do empoderamento feminino?

Mica: Acho que é uma questão muito importante de ser falada. Ainda hoje em dia, infelizmente, a gente tem muitos casos de relacionamentos abusivos e mulheres que são menosprezadas diante dos homens. É algo que nós mulheres, estamos levantando até mais agora Teve até o exemplo do Big Brother, que é bem recente e realmente muitos homens ainda tem muito essa mentalidade. Por isso que é tão importante falar e discutir sobre isso, para que seja mais natural de se falar e mais leve. As mulheres estão cada vez mais conquistando o seu espaço e sua independência, mas ainda assim há restrições que a gente acaba sofrendo. E que isso, se Deus quiser, mude e se transforme o mais rápido possível.

Me Gusta: Além dos clipes, no seu canal do You Tube você posta entrevistas com cantores, covers com artistas e mostra viagens. Como surgiu o seu lado youtuber?

Mica: Meu lado youtuber começou faz mais ou menos um ano. Surgiu de forma muito natural, porque sempre fui uma pessoa que acredito e acreditei que a união faz a força. É meio clichê essa frase, mas é o que acredito que seja verdade. A ideia do ‘Mica Sessions’ que foi um projeto de entrevista, mais músicas e covers é justamente isso. Conhecer um pouco mais da verdade de cada um e a história de cada artista e poder cantar com esse artista. A gente canta em diversos estilos, já cantei Samba, pop Rock, Funk. Cantei de tudo um pouquinho com cada pessoa e é algo muito rico para mim e pro outro artista. Eu tô também aprendendo. Surgiu na ideia de agregar mesmo o meu trabalho com o do outro artista, a partir do meu trabalho. Surgiu com esse escopo, intuito de realmente agregar e trazer até mais força para o Pop Brasileiro. Fiquei muito feliz com o resultado e o lado mais de entrevistadora, eu não sabia que eu tinha e fui melhorando aos poucos. Realmente tive bastante elogio e fiquei muito feliz.

Me Gusta: Faz um tempinho, você gravou a música “Beijando Todo Mundo” com a Perlla. Como surgiu essa parceria?

Mica: Conheci a Perlla através da minha antiga assessoria. Eu já estava em estúdio com essa música fazendo as gravações e ela mostrou essa música para Perlla, que adorou. Quando a conheci, ela já sabia até cantar o refrão, que é fácil e chiclete. E a gente meio que brincou e cantou junto. A Tati era minha assessora e falou “Mica, porque você não grava essa música com a Perlla? Ficou muito leg”. E foi uma coisa bem natural. Quando a gente se encontrou, convidei a Perlla e ela falou “super massa, vamos fazer” e a gente já foi para o estúdio gravar a voz, porque a base já estava bem encaminhada. A gente gravou junto e teve um clipe maravilhoso, com uma repercussão muito bacana no YouTube, na internet e a gente lançou a música no programa “Luciana By Night”. Foi um divisor de águas na minha carreira. Pude entrar em muitos programas nacionais e que abriram muitas portas.

Me Gusta: Como é sua relação com seus fãs?

Mica: É muito próxima. Estou sempre em grupos do WhatsApp, no Instagram, no Facebook. Sempre mando mensagens, sempre tem essa troca gostosa, até de feedback do que as pessoas acharam. E tem o pessoal da época do Rock e tá sendo muito gostoso, recentemente encontrei um deles e foi muito gostoso. A gente cresceu e as pessoas continuam admirando o nosso trabalho. Tem sido muito gratificante.

Me Gusta: Dentro do que você pode jantar, quais os próximos passos da carreira? Shows, músicas…

Mica: Dei uma parada e tô voltando com tudo. Então, “Rebola” veio para quebrar esse hiato. Eu tive um acidente, mas agora graças a Deus, estou 100% e resolvi dar uma brecada um pouco no lance dos shows. Tô fazendo uma mega divulgação e dando uma segurada nos shows. E eu vou lançar em Março, já tá programado epois do Carnaval, uma música em que fui convidada pra um feat, com um amigo meu e vem aí um Pop Rap bem bacana, que tá incrível e tem uma letra super cabeça. Também vai ter uma música que vou lançar em Abril e também tá pronta e é com um feat. Esse ano vai ter muita música, uma por mês, se Deus quiser. Já duas músicas fechadas na agulha, para sair para todo mundo. Estou muito feliz já com esse caminhar mais rápido, que é algo que eu queria fazer faz tempo e estou conseguindo colocar em prática, finalmente em 2020.