Finalmente foi lançado “Walls”, o tão aguardado primeiro álbum solo da carreira de Louis Tomlinson e pós pausa do One Direction.

Com 12 canções, o novo trabalho pela Sony Music é bem Pop/Rock e suas letras falam sobre diversos momentos bons e ruins da vida de Louis. O cantor buscou o seu próprio estilo e sobre isso, ele diz “Estou ciente de que, até certo ponto, estou nadando contra a maré. Tive todo esse sucesso incrível com o One Direction, percebi que seria melhor seguir meu coração”.

O artista agradece seu público. “Obrigado aos fãs. Que grupo de pessoas incrivelmente apaixonados, inteligentes e leais. Alguns de vocês estão por quase dez anos comigo agora. Eu literalmente não consigo agradecer vocês o suficiente pelo apoio”.

Capa de “Walls”

O disco já começa com um single que mostra o que podemos esperar. “Kill My Mind” trás o Pop Rock, base do novo trabalho, trazendo backing vocals no refrão que são muito bem pensados e executados e parecem ecoar como um pensamento do que diz a letra. Segundo Tomlinson, “É uma música sobre se divertir e fazer coisas tolas quando você é mais jovem. É sobre passar por uma fase experimental na sua juventude e fazer coisas que podem não ser boas para você, mas que são empolgantes”.

Outro tema abordado foi o fim de relacionamento que em “Don’t Let It Break Your Heart”, foi contado de uma forma mais positiva. Uma canção gostosa de ouvir, com uma voz limpa sem muitas firulas no canto e que traz muita emoção.

Um momento muito triste da vida de Louis foi a perda de sua mãe. Em homenagem a ela, ele compôs “Two Of Us”, construída por um belo arranjo com bastante piano. O cantor revela “Eu precisava tirar essa música do meu peito. As pessoas dizem que escrever é parte da terapia. De certa forma, eu sinto como se estivesse evitando escrever essa música por saber que só tinha uma chance de acertar”.

E ele completa “Eu precisava tirar essa música do meu peito. As pessoas dizem que escrever é parte da terapia. De certa forma, eu sinto como se estivesse evitando escrever essa música por saber que só tinha uma chance de acertar”.

Louis em “We Made It”, também desabafou sobre os oito primeiros meses em que fez parte da banda One Direction, época em que teve dificuldades em encontrar o seu próprio lugar.

Destaque para “Too Young” me fala sobre errar por ser muito jovem e que tem um violão que dá um toque todo especial, por parecer que a música está sendo tocada no exato momento em que é escutada.

Sem dúvida, uma das melhores canções é “Walls”, que dá nome ao álbum e mais uma vez tem no arranjo, o violão em sua base. Nela ouvimos nuances muito belas da voz do cantor. Lembra também canções de Robbie Williams.

Não podemos deixar de citar “Always You” sobre relacionamentos amorosos e onde Louis explora mais os agudos ao cantar e a leve e bela “Perfect Now”, que nos emociona muito com violão e violino e com a voz do cantor que vai crescendo ao recorrer da faixa. Dois enormes acertos deste trabalho.

Louis Tomlinson trouxe um álbum bem diferente do som que fazia no One Direction, imprimindo assim, muito bem a sua personalidade e o seu modo de ver a música Pop e o mundo.

Muito notável a evolução vocal do cantor, que cada vez melhor sabe explorar a sua voz, principalmente nos graves e em sua rouquidão. Encontramos um artista maduro e pronto para estourar cada vez mais no mundo da música, levando sua arte para diversos países e povos.

Um ótimo trabalho de estreia da carreira solo.