“Mudando a indústria, um sucesso de cada vez” (Billboard). “Uma superestrela global” (The New York Times). “O cantor de reggaeton se tornou um artista da cultura popular de calibre internacional” (Rolling Stone). “Posicionado para ocupar seu lugar no cenário global” (Pitchfork). Essas são descrições da arte de J Balvin que diversos meios de comunicação fizeram.

O cantor colombiano que vem cada vez mais conquistando o mundo, acaba de lançar seu novo e quarto álbum, “Colores” pela Universal Music com dez faixas incríveis com produção de Sky Rompiendo (exceto duas). O mais bacana é que uns dias antes do lançamento, Balvin se tornou o artista urbano com o maior número de canções em primeiro lugar na parada Latina de Airplay. O disco tem cada canção com o nome de uma cor ou coloração diferente, um verdadeiro arco-íris.

E isso influenciou uma coleção de roupas de mesmo nome que será lançada em 2020 com modelos masculinos, femininos e infantis pela marca Guess.

A capa do disco tem arte de Takashi Murakami (©TM/KK)

No novo trabalho, Balvin se inspirou em sua origem, em sua cidade Medellín e em sua história, e na importância da cidade de Nova York para seu trabalho. Segundo ele, “Vejo a música como cores. Nesse novo álbum realmente queremos que as pessoas sintam as cores”.

Vamos falar um pouco sobre cada faixa deste disco que trás Reggaeton de qualidade e com muita personalidade, da maneira que J Balvin sabe fazer tão bem:

1. Amarillo – Uma canção vibrante com Reggaeton puro onde o artista conta um pouco de sua personalidade artística e sobre seu som e como em sua arte, sua personalidade como a pessoa, o José, aparece e assim ele doa o melhor de sí. Amarelo remete a alegria e boas vibrações e esta faixa nos faz sentir bem isso. Uma produção de DJ Snake e Afro Bros.

2. Azul – Um tema que trás um clima de conquista e sensualidade, capazes de fazer qualquer pessoa amada se sentir no céu. Mais uma vez, o artista investe em Reggaeton bem raiz e com uma batida muito gostosa e swingada. Uma faixa sobre uma mulher independente, que vive como deseja e sem deixar que ninguém a controle.

3. Rojo – Extremamente envolvente e quente, assim como a cor vermelha. Uma das melhores do álbum e que lembra que o amor é a jóia mais rara e valiosa que alguém pode ter na vida.

4. Rosa – O lado romântico de J Balvin vem com tudo em uma canção com uma bela letra e que tem uma delicadeza assim como uma Rosa (cor e flor). Impossível não se apaixonar por essa música.

5. Morado – Uma canção envolvente que fala de sedução de forma bem sexy e safadinha. Bem gostosa de ouvir, a faixa é um grande sucesso de público, que segundo a Revista Rolling Stone, é “Uma obra de Reggaeton gótico, limitada por um sintetizador rastejante e uma premissa mais assustadora”. Seu clipe atingiu a marca de meio milhão em apenas uma hora. Com esta canção o cantor quis resgatar o Reggaeton clássico que o consagrou e o resultado ficou ótimo.

6. Verde – O também produtor do disco, Sky Rompiendo faz uma participação pra lá de especial nesta música. Bem safadinha, a letra fala claramente sobre sexo e liberdade de estar solteiro. Com uma batida bem marcante.

7. Negro – Simplesmente a música mais sexy e erótica de todas sobre uma garota que sabe o que quer e faz o que bem entende e sabe como ninguém seduzir quem ela quer. E o mais bacana, temos a referência de uma das canções latinas mais emblemáticas da industria musical através de um verso dela que diz “Dale a tu cuerpo alegría Macarena”. Quem nunca dançou ao som de Macarena, não é mesmo?

8. Gris – Quem nunca tentou sair de uma relação e não conseguiu porque sempre a atração e a química falou mais alto? Bem sobre isso que a canção fala e de forma em humorada. Um hit daqueles. A letra também fala de quando se quer algo melhor para quem se ama, mas essa não vê o valor no que você faz por ela.

9. Arcoíris – O nigeriano Mr Easi é o escolhido para acompanhar J Balvin nesta faixa, que é uma das melhores do disco. Com muita personalidade, inclusive no arranjo, a letra nos impulsiona a sempre lutar pelas nossas vontades e desejos. Bem no começo, temos uma homenagem a um clássico latino, a música “Guantanamera” gravada pelos cubanos do Compay Segundo. Segundo Balvin, “Se chama arcoíris por precisar de mais ritmo”. Além disso ele afirma, “Soa muito um estilo africano, mas tem muito do nosso sabor latino. Combinamostodas as cores no ritmo, digamos assim”. Esta faixa foi produzida pelo haitiano Michael Brun.

10. Blanco – Esta faixa termina o álbum com chave de ouro, misturando Reggaeton com Hip Hop com maestria. O mais lindo é ver que ela é uma homenagem à cidade natal do cantor, Medellín. Sobre a faixa, J Balvin conta “Foi a primeira música que escrevi do álbum. Quando tudo soava muito similar, decidid fazer de outra forma. Se trata de minha cidade, Medellín e foi produzida por Sky. É diferente do que estamos vendo por aí”.

J Balvin mais uma vez nos deu de presente um trabalho extremamente de bom gosto e muito bem produzido. Conseguimos perceber muito bem a essência do artista da primeira até a última faixa.

Apesar do disco trazer bastante Reggaeton clássico, que foi uma grande marca do artista no início de sua carreira, percebemos toques de modernidade nos arranjos com elementos de Hip Hop e até de música afro. Um projeto primoroso daquele que sem dúvida é o maior nome do Reggaeton da última década.

Um álbum para ouvir muitas e muitas vezes.