Por André Rossanez

Nunca me esqueço, no dia 23 de Março de 20120 como eu estava ansioso para o lançamento do primeiro single do segundo disco de Britney Spears.

Fiquei maravilhado ao assistir aquela cantora, até então tão recente no cenário musical, toda linda numa roupa de latéx vermelha e com um penteado meio retro, em cenário de nave espacial. E a música “Oops I Did It Again”, uma delícia de ouvir e dançar por aí, e com aquele refrão chiclete e bem Pop, do jeito que a gente gosta. O tema virou paixão mundial e ficou em primeiro lugar nas paradas de mais de 15 países.

Segunda ansiedade foi a espera pelo disco completo, e que eu não via a hora de ser vendido pra poder ir correndo adquirir o meu, claro depois de pedir muito pra minha mãe. E no dia 16 de Maio de 2000, a espera acabou. Era lançado “Oops I Did It Again”, o segundo trabalho de Spears e que tem o mesmo nome da primeira faixa divulgada, pela Virgin Records e Jive (atualmente propriedades da Sony Music) e produzido pelos grandes Max Martin e Rami.

Eu adolescente, de 13 anos (completos dez dias antes) simplesmente ouvi o disco todo e fiquei maravilhado. Um disco bem Pop com muitas batidas do Dance Pop e até elementos de R&B.
“Na minha opinião é bem melhor do que o meu primeiro álbum. Ele tem mais atitude. É mais eu mesma, e acho que os adolescentes se relacionarão mais com este álbum”, disse a cantora a lançar o disco.

E ela tinha toda a razão. A qualidade de seu trabalho refletiu nas vendas e na paixão dos adolescentes por ele. E o resultado não podia ser outro. Em sete dias, nos EUA, “Oops” vendeu cerca de 1,3 milhões de cópias física, se tornando o disco mais vendido em uma semana por uma artista feminina (título que só foi perdido 15 anos depois pelo clássico “25” de Adele e assim permanece até hoje). O fenômeno foi tanto que no mundo todo o disco vendeu o total de mais de 25 milhões de cópias.

Ao lançar este CD, Britney tinha 18 anos (completos em Dezembro de 99) e com ele pôde mostrar a transição da menina inocente e virginal para uma mulher, que apesar de tão nova. era tão decidida e dona de sí. E além de mostrar seu amadurecimento pessoal e artístico, deu para seus fãs um trabalho com músicas mais fortes, poderosas e mais Pop.

Este trabalho primoroso teve mais três singles. “Lucky” que retrata a história de uma verdadeira Diva Pop, ficou em primeiro lugar em 5 países, como o Japão e era uma das mais pedidas nos shows. Já “Stronger” chegou toda impactante e poderosa, trazendo muito empoderamento e ressaltando a força da mulher, um verdadeiro “Hino Girl Power”. E a romântica “Don’t Let Me Be The Last To Know” embalou muitos casais, com uma pegada mais romântica e um pouco Country (assim como o estilo de Shania Twain, que foi uma das compositoras).

Britney também transformou em Pop um clássico do Rock, a faixa “(I Can’t Get No) Satisfaction”, originalmente gravada pelo The Rolling Stones e que ganhou uma versão com um canto mais sussurrado e com elementos mais eletrônicos. E destaque também para duas canções bem Pop e animadas. “Don’t Go Knockin’ On My Door” e “What U See (Is What U Get)” além de incríveis, são a cara dos anos 2000 e poderiam fácil terem sido singles. E vale lembrar que, foi a primeira vez em que Britney lançou em disco uma faixa que ela mesma compôs com parceiros, a doce “Dear Diary”.

Realmente “Oops I Did It Again” foi e é um dos melhores álbuns da história da Música Pop Mundial. Muito bem produzido e pensado, na época foi uma surpresa para muitos críticos musicais, que desacreditavam que Britney traria um segundo trabalho tão impactante, de qualidade e que vendesse tanto e mais que o primeiro.

Se tornou um grande êxito entre os jovens daquela geração, em que grandes boybands reinavam e cantoras como Britney e Christina Aguilera estavam ganhando mais força. Não é a toa que a Princesa do Pop ganhou com ele, três grandes prêmios. O ‘Billboard Music Award’ nas categorias “Álbum Que Quebrou Mais Recordes em 2000” e “Álbum do Ano” e o tão sonhado ‘Grammy Award’ como “Melhor Álbum Pop Vocal”.