Aposta do Portal Me Gusta, a cantora Alva lança o poderoso Manifesto Feminista “Meu Bem”.

A canção que levanta a discussão da busca desenfreada pelo corpo perfeito, ganhou um clipe impactante e forte, roteirizado por Pedro Tofani e dirigido por Leo Ferraz. A produção mostra cenas fortes que nos faz pensar como a mulher desde a infância (retrata pela atriz mirim Isabela Barreto) vive em um sistema de padrões físicos agressivos e cruéis. Além de nos fazer refletir como é importante nos aceitarmos, independente de se ter ou não, celulites, olheiras, gorduras e culote e envelhecermos com saúde e sabedoria.

Sobre o novo single e seu conceito, Alva conta “É desesperador pensar no movimento cíclico ao longo dos anos de libertação e prisão da pressão estética que as mulheres vivem. A sensação é a de que os padrões só mudam de formato e nunca vão acabar. Por mais que tenhamos criado várias movimentos, em algum momento a mídia utiliza nossas próprias armas pra continuarmos servindo a sociedade com nossos corpos. Meu intuito aqui é quebrar em mim a valorização física e o sucesso mentalizado na necessidade de padrões para acreditar que é possível”

Mostrando todo o sofrimento de nossos corpos ao tentarmos fazer com que ele caiba em cintas, sutiãs apertados e qualquer outra coisa que mude o seu formato natura, Alva nos convida a nos olharmos no espelho sem os julgamentos dos outros, nos aceitando e vendo nossa beleza natural, em todas nossas curvas e marcas que contam a nossa verdadeira história. 

Alva é uma artista incrível, muito carismática, criativa, cheia de atitude e com uma voz encantadoramente poderosa e bela. A música nova é realmente um hino de aceitação e que nos faz pensar sobre os limites da vaidade. E com certeza, todos, não só as mulheres, vão se identificar e muito com “Meu Bem”. Uma música pra ouvirmos muitas vezes e passarmos pra todos que gostamos e que gostam de música boa.

– Alva por Alva:

Minha história pode parecer um clichê de uma cantora que veio do Gospel, mas eu te garanto que o romance fica muito mais interessante na intensidade de um drama heróico. Nunca foi difícil dizer não para o mercado musical ou fugir de ofertas genéricas que não abriam oportunidade para uma “Fionna Apple” brasileira, como alguns me chamavam.

Nasci musicista numa família sem músicos, tocando piano e cantarolando qualquer melodia que escutasse. Com quatro anos, cantava no coral da igreja e com cinco fazia apresentações solo, aos sete, já compunha minhas próprias canções. Fui bolsista na Berklee College of Music, entre 2007 e 2011, em Boston, nos EUA, quando me formei em trilha para filme e voz. Em 2012, estava num projeto de novos compositores pela Universal Music “Sarau MPB”. Em 2018, depois de ver meu perfeccionismo jogar fora 3 discos prontos, lancei meu primeiro álbum: “Coração Só”, pela Sony Music. 

Durante o processo de levar o disco para os palcos, eu sentia que havia me limitado à minha própria imaginação de mim. Tive um ano de questionamentos, pesquisas e encontros importantes.“De onde eu vim o amor não acaba” é um EP que apresenta uma versão minha mais lúdica, imprevisível e livre, na contramão de idéias padronizadas do mercado e da sociedade. As letras ainda falam de amor, agora envolvendo dimensões, pressão estética da mulher e expansão da consciência. Os símbolos se expandem nas coreografias com gestuais de cura e representações de personalidades femininas da história assim como no Single já lançado “Honestamente”, que tem na sua poesia o nome do EP. As músicas foram produzidas pelos Los Brasileiros, em parceria com Vitão, Day, Carol Biazin, Luccas Carlos e Dmax. Algumas faixas já foram lançadas e o EP completo estará disponível ainda esse ano.