O Preto no Branco e o rapper Felipe Vilela lançam a direta e forte “Eu Sou a Voz” que retrata a dura realidade de muitos brasileiros.

A música é um grito de socorro da comunidade carente, um grito daqueles que precisam ser vistos, não apenas pela igreja, mas também pelas autoridades e pela própria sociedade.

A canção composta por Luã Freitas, ganhou um clipe incrível que mostra a luta de uma criança ao buscar ajuda após sua moradia na comunidade pegar fogo. A direção é de Alex Passos e o roteiro de Caio Gimenes. As gravações aconteceram na comunidade da Penha, na zona leste de São Paulo.

Ilustração de capa: Conrado Almada

Segundo Silas Simões, “Essa música não é um protesto, ela é um grito de socorro da comunidade carente, um grito daqueles que precisam ser vistos, não apenas pela igreja, mas também pelas autoridades e pela própria sociedade. Essa canção traz o sentimento de despertamento para que possamos enxergar os problemas sociais, econômicos e que possamos ajudar de alguma forma”.

Sobre o local onde foi gravado o vídeo, Fadi conta “Tudo era muito verdadeiro. Eles se conheciam, sabiam a quem perguntar, conheciam as casas que a gente entrou. São pessoas reais que vivem na pobreza, alguns na extrema pobreza, sem saneamento básico. Uma realidade muito difícil. No local onde foi queimado um barraco para as filmagens nos contaram que do lado havia realmente uma casa que pegou fogo e onde morreu uma criança. As pessoas da comunidade iam nos contando tudo e isso ia ficando muito próximo e muito real. Era impossível não nos sentirmos dentro dessa realidade em que eles vivem”.

Sobre a participação de Felipe, Luã conta “Essa canção tem uma mensagem muito forte e representa o povo da periferia, um povo menos favorecido. Ter o Felipe somando com a sua rima foi algo crucial para a composição desse projeto. Além da história de vida e testemunho, somos provas vivas que através da palavra é possível mudança de rota para um caminho melhor”. E Silas completou: “A parceria com o Felipe Vilela foi um presente para todos nós. Ele tem uma visão de mundo e de apoio social que é muito importante. Ele tem projetos de apoio social na África, tem um coração missionário, altruísta e empático que traz essa verdade no seu canto”.

Feita durante a quarentena, a faixa traz um apelo direto à humanidade, para que ela desperte para o amor, a empatia e a solidariedade. Uma mensagem muito importante e atual e que nos dá esperança de um mundo melhor.

Segundo o trio, “Queremos que esse clipe alcance as pessoas e que traga esse sentimento de incômodo, de que precisamos fazer algo para mudar a realidade ao nosso redor, não apenas dando essa responsabilidade para política, a igreja, a medicina, os laboratórios, mas também trazer essa responsabilidade para dentro de nós e entendermos que podemos ajudar de alguma forma”.