Pablo Alborán lança o seu novo álbum “Vértigo”, produzido por Julio Reyes (o mesmo do disco anterior “Prometo”) pela Warner Music.

Pablo e aí revela para nós o porquê da escolha do nome de seu novo projeto, “Vértigo é o título mais honesto que eu poderia dar a este álbum. Porque amar te deixa tonto, não ser amado te deixa tonto, o momento que a gente está passando nos deixa tontos. Mas por outro lado, se você não sente tontura, você não está vivo”.

Capa de “Vértigo”

No começo do disco, somos acariciados por “Si Hubieras Querido”, um belo single com arranjo de base instrumental simples, mas hipnótica e com um looping com a voz de Pablo se repetindo ao longo da música, quase como um mantra.

Já “Corazón Descalzo” é uma das músicas mais belas da carreira de Pablo e chega direto ao nosso coração através do choro na voz do artista, que traz ainda mais emoção. E como não adorar “De Carne Y Hueso”, que chega com arranjo com muito instrumento de cordas, que ressalta ainda mais a voz do artista que explora tons mais agudos e seus belos vibratos. Um dos pontos altos deste trabalho.

Com muita alegria, animação e bem sedutora, “Fiesta” remete a origem espanhola de Alborán, trazendo muitos elementos e instrumentos do Flamenco e muita latinidade. Até mesmo um quê de música cigana.

Outra canção muito linda e sensível é “Hablemos De Amor”. A emoção de Pablo Alborán em sua interpretação é grande e notável através da sua voz, o que nos faz sentirmos ainda mais conectados a ele. Destaque pro uso na faixa, do Bandoneón, um instrumento latino semelhante ao Acordeon, utilizado principalmente na região do Rio da Prata, Uruguai e Argentina.

Destaque também pra duas faixas incríveis. “Que Siempre Sea Verano” é uma linda canção, com um anjo todo trabalhado em piano e violão, mais uma vez traz o choro na voz do cantor com uma mensagem de esperança e superação. “Malabares” é a música com a roupagem mais Pop do disco. Uma das mais ousadas da carreira do artista com um arranjo forte encorpado bem compassado e com elementos eletrônicos. Bem diferente das outras canções do artista, mas ainda assim, trazendo bem a essência musical dele.

Fechando com chave de ouro temos a canção título do álbum, “Vértigo”. Simplesmente a música que mais emocionou quem vos escreve. Instrumentos de corda e piano dão uma delicadeza ao tema e combina muito com o tom mais doce de voz usado por Pablo. A letra, talvez, mais visceral do álbum.

Entre algumas faixas do disco, Pablo usa fragmentos sonoros que fazem com que as músicas se conectem entre elas. Um recurso que foi muito bem utilizado.

Pablo Alborán lançou um dos melhores álbuns de sua carreira. Neste trabalho, vemos claramente a essência musical de Pablo e como ele está mais maduro, mais leve, mais ousado e usando sua voz cada vez com mais precisão. Um disco que mostra a vesatilidade e o inquietude do cantor por diferentes ritmos e estilos musicais.

Em alguns momentos e músicas (“Dicen” e “Vendaval”), lembremos muito Pablo Alborán lá do primeiro disco, porém mais moderno e sem medo de ser ele mesmo.

Com certeza é o álbum mais pessoal deste artista, que conseguiu não só conquistar toda a Espanha (seu país natal), mas toda a América Latina, inclusive o Brasil.