O Portal Me Gusta aposta todas as fichas em Bela, talentosa compositora e cantora com uma linda e delicada voz e que escreve letras incríveis, seja em português ou em inglês.

Seu segundo single da carreira “The Wolf” ganhou uma segunda versão acústica que ficou simplesmente linda, assim como a primeira.

O Me Gusta teve a felicidade de entrevistar Bela que contou um pouco mais sobre sua carreira, “The Wolf”, inspirações ao compor e próximos passos da carreira.

Foto: Maria Palma

Conheça melhor esta incrível artista e saiba tudo o que ela contou na íntegra

Portal Me Gusta: Como surgiu o seu amor pela música?

Bela: Sempre fui uma criança musical. Fiz aulas de canto e violão quando era pequena, o que estreitou ainda mais a minha relação com a música. Mas sempre levei como hobby. A decisão de levar como carreira veio em 2019. Sabe aquele chamado tão forte que não tem como ignorar? Foi isso que eu senti. E sigo ainda mais apaixonada pela música.

Me Gusta: Como se dá o seu processo de composição e quais são suas inspirações?

Bela: Eu me inspiro muito quando estou em contato com a natureza, é a minha principal fonte de inspiração. Sinto que as ideias estão voando por aí e que sou atravessada por aquelas que querem ganhar vida. Estou disposta a dar voz a elas. Mas sei que meu processo envolve muita transpiração também. Eu preciso ter disciplina pra criar com consistência, ter horários pra compor e etc. E um fato curioso é: as melhores ideias aparecem quando estou em movimento. Estou sempre mudando de lugar. Por isso, não abro mão de caminhar, de dançar e de fazer yoga. São atividades chave pro meu processo de composição.

Me Gusta: Tem alguma diferença ou dificuldade a mais compor em inglês?

Bela: Sim, eu acho bem diferente. A fonética muda, as rimas e metáforas são outras. Eu tenho uma abordagem mais poética nas minhas canções, então, é essencial ler muito em inglês para ter mais fluidez no ato de compor. Aumentar o vocabulário é fundamental também para ter letras mais ricas e com menos clichês. Não tem segredo: é preciso estudar sempre. Ouvir referências com ouvidos atentos às letras e melodias, escrever muitas músicas antes de lançar uma. No final das contas, música é puro sentimento, né? Mas esse sentimento pode ser passado de forma mais mágica ao público se houver uma identidade construída por trás.

Capa do single “The Wolf” – Foto: Maria Palma

Me Gusta: Como surgiu o single “The Wolf”? Como foi criar sua versão acústica?

Bela: “The Wolf” teve origem em um sonho. Eu estava num deserto, cega, não enxergava nada. Sentia o vento. A visão retorna e estou perto de um morro. Há uma corda dourada e um lobo no alto do morro. Acho que essa cegueira representa bem meu momento de mudança, de mergulhar em um mundo totalmente diferente. O lobo pode representar uma força de libertação, no meu caso uma força feminina de seguir o coração, de correr atrás do que quero e não do que os outros pensam ser o melhor para mim.

A versão acústica é um novo respiro da canção. Veio de forma bem natural já que tem dois instrumentos que falam muito por si só: o banjo e o violão de aço. Essas duas sonoridades combinadas criam um ambiente favorável pra letra poética da canção ecoar ainda mais nos ouvidos de quem escuta.

Me Gusta: Como tem sido este momento de isolamento social, principalmente na hora de produzir e criar?

Bela: Me sinto num retiro full time de composição, com tempo livre para criar à vontade. Mas também sinto falta de trocar com as pessoas e de viver novas experiências. E muitas vezes isso leva a um bloqueio criativo. Tive que me adaptar a criar à distância com meus parceiros e a enxergar a frustração com novos olhos. Nem sempre tudo acontece como planejamos. E tudo bem. Sempre há uma nova possibilidade à espera, só precisa abrir a janela pra ela entrar.

Me Gusta: Como foi a experiência de viver em Londres e o quê essa experiência trouxe para sua arte, sua música?

Bela: Viver em Londres foi demais. Vi muitas referências artísticas, dei passos importantes na minha carreira, abri demais a minha cabeça. Mas antes de tudo, foi uma experiência que me permitiu me conhecer mais a fundo. E isso está diretamente ligado com a música que eu faço: ela é reflexo do meu processo de autoconhecimento.

Me Gusta: Dentro do que pode adiantar, quais os próximos passos na carreira?

Bela: Meu próximo passo é lançar um EP com músicas autorais em português. Vou trazer à tona um folk que traga referências gringas mas que esbanje uma brasilidade forte. Acredito que esse trabalho vá consolidar um pouco mais a minha identidade no folk-pop brasileiro.