Um dos maiores nomes da música brasileira, Naldo Benny produziu e lançou o documentário “Naldo, o Filho da Maré”, contando a sua trajetória.

Já podemos conferir o doc pelo canal no You Tube do artista. Ao assistir conhecemos toda a história de Naldo, desde sua origem, passando pelos tempos de couro da igreja evangélica, os primeiros projetos artísticos com irmão Lula, até o sucesso dos dias atuais e feats com artistas internacionais.

Foto: Divulgação

O Portal Me Gusta teve o privilégio e a felicidade de entrevistar o Naldo, que falou mais sobre seu documentário, carreira e produção na pandemia.

Saiba tudo que Naldo contou, na íntegra, a seguir:

Portal Me Gusta: Como surgiu a ideia de fazer o documentário ‘Naldo, o Filho da Maré”?

Naldo Benny: Fazer o documentário “Naldo, o Filho da Maré”, o principal motivador foi trazer às pessoas um resumo de tanta coisa boa que já aconteceu comigo e para um público mais jovem que consome a internet e tal, pra entender tudo que já tinha rolado. Até mesmo para os artistas mais novos. Algo que não é fácil você pôr no papel, colocar em prática; só com o tempo mesmo de estrada, de vivência. Batalhando é que veio todas essas coisas. Eu quis relatar também um pouco da minha caminhada de existência, de preserveransa, de batalha, de fé e obviamente, de conquistas, porque tem momentos no documentário que é altamente importante pra minha vida e tem uma relevância mega para mim.

Me Gusta: Como foi a experiência de trabalhar como diretor neste lindo projeto?

Naldo: Como Todo projeto que eu faço, eu tenho o lance musical e tenho sempre um produtor que trabalha junto e eu coloco as minhas ideias. Então acaba sendo sempre produzido por mim e por mais um produtor, em conjunto, sempre uma parceria no lado musical. E no lado do projeto em si, foi legal eu ter sido o produtor, porque eu consegui imprimir de fato todas as ideias que eu tinha. É claro que faltou muita coisa, porque são muitas histórias, são 21 anos de estrada e graças a Deus, vencendo. Foi com muita dificuldade, mas foi muito bom, tem sido muito bom. Então dirigir tudo isso pra mim, tem um uma clareza muito grande, uma verdade muito grande do que sou eu.

Roberto Carlos e Naldo

Me Gusta: Depois de anos de carreira como você vê a sua evolução? Desde o Naldo do começo de carreira até o Naldo de hoje?

Naldo: Vejo uma evolução para mim como artista e como pessoa. Evolução de ser mais tranquilo, de ser mais observador com as coisas. Antes eu tinha muita adrenalina e muita energia e hoje obviamente, com mais experiência de vida, tenho o normal de cuidar das coisas com mais cuidado, mais carinho e mais cautela. Não que antes eu não cuidava, mas tinha aquela coisa de energia, até mesmo de tempo de conquista, de ‘vamô embora, tenho que conseguir, chegou a minha hora’ e tal. Hoje vejo essa diferença pra mim.

Me Gusta: Você foi pioneiro nos feats internacionais. Como foi a experiência de ter os primeiros feats e saber que você inspirou tantos outros artistas?

Naldo: Influenciei sim e visto essa camisa com muito orgulho e acho muito maneiro. De fato acho que influenciei na vida deles e foi bacana eu ter raado, ter soado por um segmento, por um todo. Antes, pelo que me lembro, nunca tinha visto um feat com importância rolando, com o som rolando, a carreira rolando o lance fluindo, Eu não me lembro de ter visto um feat assim entre artistas nacionais e internacionais. Fiz com o Fat Joe, depois com Flo Rida e depois logicamente, acho maneiro para carreira de Anitta, Ludmilla e aí vai, que hoje são vários e que tendem a usar o termo Pop Funk, Pop, o Novo Pop e me sinto orgulhoso de ter virado essa página no segmento. Até então não existia, nem mesmo a ideia, de que poderíamos gravar nos Estados Unidos ou com artistas gringos. Eu não tinha visto. Pode até ter rolado um clipe ou outro lá fora, mas com a atenção de fazer uma carreira lá fora e fazer uma conexão, eu me vejo realmente vestindo a camisa de ser o responsável por isso, pelo que aconteceu comigo, graças a Deus.

Me Gusta: Como foi para você este período de quarentena e ter que produzir um casa e dentro do que você puder contar quais os próximos passos da carreira?

Naldo: A experiência foi única e bem diferente, porém eu sou assim por natureza, quando me reduzem o tempo e o espaço, a minha resposta é produzir mais. Sempre fui assim. Então eu fiz não só o documentário, como o álbum “Breezy” e também editei o DVD “Naldo Live in Rio”, que eu tinha gravado antes da pandemia. É um DVD gravado na Urca, do musical e eu editei esse DVD e na sequência conclui o docomentário ‘Naldo, Filho da Maré’. O álbum “Breezy” é aquele que o Chris Brown postou o clipe e teve essa repercussão toda, com Chris de amizade e de selar isso como verdade de nossa relação. Algumas pessoas duvidaram e ele postou o meu clipe. Coincidência ou não, por sorte ou não, eu coloquei o nome do álbum como “Breezy”, porque ele postou o meu clipe da música e na sequência anunciou que o próximo álbum dele, que ele ia lançar se chamaria “Breezy”. O Fat Joe fez uma Live, até no documentário, que ele pergunta para o Chris sobre mim e ele diz que me conhece faz um tempo e tal. Tudo isso veio dentro da pandemia, enquanto tava rolando a pandemia. Tô colocando, graças a Deus, na rua esse material, porém o que me facilita é poder fazer isso dentro da minha própria casa, pois tem o meu estúdio, que é um sonho que eu tinha de vida musical e o fato de eu poder compor e produzir. Tudo isso facilita. E tô muito feliz com o resultado do documentário em si. Hoje é um dia muito especial, pois eu não tinha me ligado nisso, mas na verdade esse documentário calhou de sair, tô até emocionado, no dia do aniversário do meu irmão. Eu conto muito a história do meu irmão e de Naldo e Lula documentário. E quando a gente conversou sobre a data, eu de fato não tinha me atentado. Me vi hoje em meio a falar tanto de Naldo e Lula e tanto do meu irmão e a morte do meu irmão e tudo o que vivi com ele, que foram momentos inesquecíveis. A gente fez Faustão, Eliana, Hebe. Conheci o Ronaldinho Gaúcho ao lado do meu irmão, o Ronaldo fenômeno e o Adriano. Ter ido pela primeira vez no Faustão com meu irmão e tudo isso, mexe comigo muito. Tô muito nessa onda emocionada, por tudo que meu irmão representa pra mim.

Naldo e Lula