Os fãs estavam com saudades de um disco novo do Evanescence, e a espera finalmente acabou. “The Bitter Truth” já está entre nós e chega para arrebatar o coração de todos os seguidores da banda.

Lançado pela BMG, o novo trabalho é um retorno às raízes e também o primeiro da banda em uma década, que traz apenas músicas inéditas e originais. Suas músicas refletem sobre as tragédias coletivas do planeta em meio a desigualdade social, Covid-19 e turbulência econômica, bem como tragédias nas próprias vidas dos membros da banda, com por exemplo, o falecimento inesperado do irmão da vocalista Amy Le e a perda repentina de um filho do baixista Tim McCorde.

Sobre o disco, a vocalista Amy Lee revela: “Eu quero que as pessoas tirem deste álbum um sentimento de esperança, poder e força. Algo que me inspira muito na vida são pessoas que superaram grandes obstáculos. Sobreviventes. Espero que possamos transmitir a ideia de que, mesmo quando as coisas são incrivelmente dolorosas, vale a pena viver”.

Ela ainda completa, “Inclinar-se para os momentos mais sombrios e desafiadores, enfrentá-los e descobrir que não estamos sozinhos neles, nos torna reais. Nos torna fortes o suficiente para lidar com eles. E nos une, se permitirmos, em uma apreciação mais profunda da luz e da verdade”.

Foto: Nick Fancher

O disco tem uma das melhores introduções de álbuns de rock e da banda. Começando com uma vibe mais lírica e calma a intro “Artifact/The Turno” organicamente se imenda sem pausa na primeira faixa “Broken Pieces Shine”, uma música com a bateria muito marcada e que combina com perfeição com a voz de Amy Lee. Uma bela amostra do que vem por aí no resto do álbum, além de uma combinação perfeita de Rock com Música Lírica.

Uma coisa que o Evanescence soube fazer bem, foi escolher os quatro primeiros singles que realmente imprimem o espírito do álbum e do grupo. “The Game Over” chega remetendo a algo épico e mostra um instrumental potente que parece meio medieval e ao mesmo tempo gótico. E uma guitarra que vai acompanhando a extensão vocal da cantora à frente da banda.

Capa do álbum “The Bitter Truth”

Aclamada por público e crítica, “Yeah Right” é uma das melhores faixas, sem dúvidas. Com uma atmosfera mais animada, saímos um pouco da área lírica e ficamos puramente no Rock’n Roll. Destaque pra voz de Amy Lee que brinca com seu vocal em modulações perfeitas e indo do tom mais grave pro mais agudo com uma facilidade e leveza únicas.

Impossível não amar “Wasted On Me”. A canção começa mais calma e vai se transformando e crescendo, como se a calma se transformasse em caos e movimento. E maravilhosa também é a potente e poderosa “Better Without You”. Um faixa bem Heavy Metal e com falsetes impressionantes de Amy.

Mais uma vez a banda mostra como sabe perfeitamente em uma única canção migrar de uma atmosfera mais calma pra uma mais agitada em “Use My Voice”. Uma canção de arranjo muito bem construído, que dá um toque meio celestial e ao mesmo tempo mundano.

Com certeza a música mais linda e emocionante do disco é “Far From Heaven”, em que Amy dá uma verdadeira aula de canto lírico. Realmente ao ouví-la nos sentimos no paraíso. A música nos transporta pro hit (de começo de arteira) “My Immortal”, que também trás a voz impecável de Amy Lee acompanhada ao piano. Destaque pros instrumentos de corda que nos deixam arrepiados, mais pro fim da canção.

O novo álbum do Evanescence é simplesmente magnífico e um dos melhores da discografia desta banda sensacional. Vemos bastante a essência deles, que sabem como ninguém misturar o Rock e o lírico.

Uma mistura de Evanescence de começo de carreira com um Evanescence atual, maduro e moderno. Um trabalho impecável que consagra ainda mais Amy Lee e sua turma. Arrisco a dizer que eles se reafirmam neste disco como os melhores em seu estilo dentro do Rock mais lírico e por vezes mais gótico e épico.

E o que dizer da cantora Amy Lee? Simplesmente é uma das melhores cantoras do mundo. Ela tem uma junção perfeita entre técnica e emoção e isso fica bem evidente neste novo álbum do Evanescence.

Um disco para ficar na playlist e ser escutado muitas e muitas vezes.