Com muita personalidade Manu Gavassi lança a deliciosa “Sub.ver.si.va”.

A letra da música foi composta pela artista em um momento íntimo dela com os amigos “Em ‘Eu nunca fui tão sozinha assim’ mostra onde eu estava mentalmente quando comecei a compor esse álbum, mas ‘subversiva’, desde sempre, foi a minha escolha para primeiro single. Um belo dia, jantando com meus melhores amigos, fui pesquisar o significado de subversiva no dicionário, essa palavra que andava me perseguindo – e que poucas vezes usei – e olha que gosto de palavras! Enfim, existia uma (mais de uma) taça de vinho envolvida nessa procura no dicionário e, 10 minutos depois, tinha aberto meu e-mail em uma base musical feita por Lucas Silveira que chamava “fase aquática do Sonic” (se você reparar bem, parece uma fase aquática do Sonic) e escrito uma música pop chiclete de brincadeira, que acabou virando minha queridinha. Essa é a história de sub.ver.si.va.”, diz Manu.

A música que fará parte do quarto álbum da cantora, com lançamento para Novembro, ganhou um clipe muito bem produzido com direção da Manu em parceria com Gabriel Dietrich. Na produção, a cantora aparece coreografando ao lado de quatro bailarinos e, após a queda de uma cortina, são reveladas as grandiosas estantes de livros em meio a uma orquestra comandada pelo maestro Lucas Lima. Para completar o time de músicos, Lucas Silveira aparece na guitarra, DJ Larinhx e Davidson Ilarindo na bateria.

E uma curiosidade. O videoclipe gravado numa tradicional biblioteca do centro do Rio de Janeiro, foi todo filmado em película 35mm (formato usado nas primeiras experiências de cinema) que, diferente da versão digital, tem uma cópia única, tornando o processo ainda mais ousado. Segundo Gavassi, “A decisão de gravar nesse formato fez todo sentido para a estética que eu queria, para o início de uma nova era. E tudo fará sentido mais para frente (risos). É um desafio muito grande, porque a gente optou por não ter a versão digital, só realmente gravamos em filme, o que é uma coisa muito ousada de se fazer. Mas o resultado ficou exatamente como eu queria; orgânico e com muita naturalidade no material, além do desafio de fazer vários planos-sequências. Acho que tudo nesse clipe ficou muito verdadeiro e filmar nesse formato me fez querer voltar pro básico, da alma de clipes pop que eu gostava antigamente, quando tudo era mais simples, verdadeiro e divertido”.

O final da produção audiovisual traz um clima de mistério e Manu declara “Existe um motivo para a produção musical da versão do clipe (orquestrada por Lucas Lima) ser diferente da versão original. Existe um motivo pra ser em uma biblioteca. Existe um motivo pra cena final. Mas se eu contar perde totalmente a graça – e não seria eu (risos)”.