Zerzil e Gali Galó se unem em “Meu Cafezim”, a primeira música conjunta feita por artistas não bináries.

A faixa que faz parte do álbum “Queernejo”, de Zerzil, ganhou um clipe dirigido por Zerzil, Gali Galó e Mah Matias

“Fiquei muito feliz quando elu aceitou o convite para participar do meu álbum, pois um dos objetivos é servir de registro do início do movimento de artistas LGBTQIA+ dentro do sertanejo, por isso o nome do disco, Queernejo”, conta Zerzil.

Nascidu em Montes Claros, Minas Gerais, o estado onde mais se produz café no país, o cantor resolveu gravar o clipe em Ribeirão Preto, cidade de Gali, outra importante região produtora de café do Brasil.

“Eu vinha acompanhando os lançamentos de Gali desde o início de sua carreira e me tornei grande fã do seu trabalho. Pelo que eu senti da obra de Gali, sempre pensei que ‘Meu Cafezim’ combinasse mais com elu, pois essa música tem um quê de inocência, um ar interiorano, mas ao mesmo tempo é uma paquera, um convite para ir lá em casa tomar um cafezim”, conclui Zerzil.

Zerzil é apaixonade por café, principalmente quando acompanhado de um bom queijo mineiro fresquinho. Ao escrever a música, elu trouxe elementos como expressões e sotaques comuns no interior de Minas Gerais para passar para o público a sensação de estar em casa.

O álbum “Queernejo”, tem previsão de lançamento para o início de 2022.

Zerzil:

Zerzil é cantore e compositore nascide no sertão de Minas Gerais, em Montes Claros. Atualmente vive em São Paulo. Suas canções têm como principal mote o fortalecimento da cena LGBTQIA+ e a experimentação de novos ritmos dentro do sertanejo. É um dos nomes do movimento Queernejo, ao lado de Gabeu, Gali Galó, Alice Marcone, Reddy Allor, Mel & Kaleb, Bemti, entre outros. Em 2018 começou a publicar vídeos caseiros com músicas sertanejas autorais no seu canal do YouTube, mas seu primeiro lançamento sertanejo foi o clipe de “Garanhão do Vale” (2020), uma versão de “Old Town Road”, hit de Lil Nas X. Em 2021, já lançou os singles: “Ressaca”, “Meu Bigode é Grosso”, “Casinha no Sertão” e “O Doutor Chegou”.

Gali Galó:

Gali Galó é artista não binárie, cantore e compositore. Canta sobre liberdade e o orgulho de ser quem se é, bem como as sofrências que viveu sendo Queer num ambiente machista, homofóbico e heteronormativo no interior de São Paulo, em Ribeirão Preto, sua cidade natal. Tocada de maneira atípica, a viola caipira de Galó incorpora a música de raíz, ao mesmo tempo em que flerta com a cena indie de São Paulo – cidade que esteve radicade por mais de dez anos. O Brega e o Pop também se somam, resultando um tom irônico e bem humorado na sua assinatura. Lançou quatro singles até agora: “Fluxo” feat Aíla, “Caminhoneira”, “Aceita” e “Na Frente dos Bois” feat Gabeu. Já tocou em grandes Festivais como o Festival Febre (SP), Psicodália (SC), Festival Catraca Livre (SP) e na Casa Natura Musical (SP).