Celebrando Elis Regina, uma das melhores cantoras brasileiras, Warner Music lança a coletânea “Elis – Essa Saudade”.

Em Janeiro de 2022, fará 40 anos que perdemos Elis, que continua conquistando novos e atentos ouvintes e influenciando novos artistas. Pra relembrar a obra desta incrível artista esta compilação produzida pelos jornalistas Danilo Casaletti e Renato Vieira tem como base a fase final da carreira da cantora, época que ela passou pela Warner e lançou dois importantes discos de estúdio, Essa Mulher (1979) e Saudade do Brasil (1980), além de dois álbuns póstumos ao vivo. Neste mesmo período, Elis participou de um disco do cantor e compositor Raul Ellwanger, com quem cantou, “Pequeno Exilado”. A faixa jamais foi reeditada e chega pela primeira vez, atendendo a um pedido antigo dos admiradores de Elis.

Foto: Paulo Kawall

A letra de “Pequeno Exilado” retrata a história de um menino que, exilado com seus pais nos terríveis anos de chumbo da ditadura militar brasileira, ansiava por conhecer suas origens. A canção fala de bairros de Porto Alegre e, na gravação, é possível perceber a emoção que brotou de Elis ao cantar lugares que também eram sua infância. Por questões profissionais, a cantora que saiu cedo da cidade onde nasceu também era, de certa forma, uma exilada de sua terra.

A canção ainda guarda uma curiosidade: Elis a gravou no início de 1980. Após enxugar uma lágrima do rosto, partiu para outra sala de gravação no mesmo local, e, com sua banda, em um clima totalmente diferente, registrou “Alô, Alô, Marciano” para um compacto que saiu antes da versão mais conhecida, incluída em “Saudade do Brasil”. Nela, temos uma cantora leve, debochada, como a música de Rita Lee e Roberto de Carvalho pedia. Na coletânea, “Pequeno Exilado” e “Alô, Alô, Marciano” (nessa versão alternativa de 80) aparecem na sequência em que foram gravadas.

Capa do álbum “Essa Saudade” – Foto: Paulo Kawall

O álbum também resgata “No Céu da Vibração”, música que Gilberto Gil fez para o médium Chico Xavier e o bolero “Me Deixas Louca”, versão de Paulo Coelho para o original de Armando Manzanero. Esta foi a última faixa gravada por Elis, no fim de 1981, para a trilha sonora da novela Brilhante.

E não podiam ficarem de fora hora como “O Bêbado e a Equilibrista”, “Cai Dentro”, “Essa Mulher”, “Altos e Baixos”, “As Aparências Enganam”, “Aos Nossos Filhos”, “Madalena”, “Upa, Neguinho” e “Águas de Março” (Tom Jobim).

Além da versão digital nas plataformas digitais, a coletânea também estará disponível em formato físico a partir do dia 10 de Dezembro.