Dona do hit “Tubaína”, a cantora e compositora Reah lança novo EP “Kintsugi” com produção de Barbara Mendes e três faixas.

“Kintsugi” seria apenas uma faixa e acabou se transformando em um projeto, onde todas as músicas ganharam clipe.

O Portal Me Gusta teve o privilégio de entrevistar Renata F. Valente, a Reah, que contou mais detalhes do EP e carreira.

Saiba na íntegra tudo que Reah contou:

Portal Me Gusta: Como surgiu seu amor pela música?

Reah: Desde pequena. Quando aprendi a andar, comecei fuçando os vinis do meu pai, ele tinha muitos. Tudo que eu amava na época eu ainda amo hoje. A coleção ia desde a Tropicália à Donna Summer. Meu avô materno tocava viola e era muito divertido, esses primeiros contatos com a música me foram primordiais, logo de pequena já queria fazer as minhas próprias músicas e saber tudo que dava sobre música.

Me Gusta: Como foi escolher o repertório do no EP? E como surgiu o nome “Kintsugi”?

Reah: Cada faixa tem ao menos umas 5 ou 6 versões. Já sabíamos com quais guias íamos trabalhar, a ideia do “Kintsugi” veio na metade do projeto, quando vimos que elas eram complementares, então virou um quebra-cabeça completo e conciso.

Capa do EP “Kintsugi”

Me Gusta: Como se dá seu processo de composição e quais suas inspirações?

Reah: Eu gosto muito de compor pela manhã, eu sempre acordo com uma ideia em mente, é quase religioso. Minhas inspirações geralmente são pessoas e situações, entretanto, para esse projeto em particular, eu me inspirei em um “mood” e uma narrativa romântica de várias situações e não necessariamente pessoas e situações isoladas.

Me Gusta: Ano passado “Tubaína” ganhou um remix pelo Tropkillaz. Como foi pra você esse momento e qual a importância dessa música pra você?

Reah: “Tubaína” é uma canção muito divertida que eu nunca imaginei, nem em sonhos, que iria se tornar um lançamento com um remix de peso como esse. Foi uma surpresa boa demais. Eu amo o trabalho do Tropikillaz, sou muito grata por esse evento na minha carreira.

Me Gusta: Como foi pra você produzir música durante a quarentena? Chegou a interferir no seu processo criativo de alguma forma?

Reah: Sim, influenciou e interferiu. Sinto que não havia nada para comemorar mediante a tantas tragédias, fui tomada por empatia com as tristezas alheias, não vi só pelo meu lado, que perdi amigos e familiares, fiquei baqueada com a magnitude de tudo. Perdemos muito. Me levou um tempo para entender como lidar com tanto acontecendo ao mesmo tempo. Foi atordoante.

Me Gusta: Dentro do que você puder contar, quais os próximos passos da carreira em 2022?

Reah: Estou sempre compondo ou com uma ideia nova, é um hábito. Então em 2022 pretendo lançar essas ideias novas que estou trabalhando e explorar mais os gêneros que eu me identifico, principalmente no segmento do Pop.