Florence + The Machine surpreende e lança “My Love” e anuncia novo álbum.

O single novo foi uma faixa em particular que se transfigurou de uma entidade para outra com a ajuda de Dave Bayley, da Glass Animals. Welch tinha escrito a canção em sua cozinha como um “pequeno poema triste”, e quando ela a gravou acusticamente simplesmente não parecia funcionar. Bayley sugeriu o uso de sintetizadores e isso se expandiu com uma energia que enche todii oi s os espaços. E o clipe todo conceitual, com direção de Autumn de Wilde, já está no ar.

Florence revelou que o álbum novo, “Dance Fever”, será lançado no dia 13 de Maio. O novo projeto foi gravado predominantemente em Londres durante o período da pandemia, em antecipação à reabertura do mundo. O álbum evoca o que Florence mais sentiu falta no meio do lockdown – discotecas, dançar nos festivais, estar no meio do turbilhão do movimento e da convivência – e a esperança dos reencontros que virão.

A arstista se inspirou pro disco na Choreomania, um fenômeno renascentista, no qual grupos de pessoas dançavam descontroladamente ao ponto da exaustão, colapso e morte. A imagem repercutiu em Florence, que estava em turnê ininterrupta há mais de uma década, e o lockdown parecia estranhamente premonitório.

Foto: Autumn de Wilde

A imagem, o conceito de dança e a Choreomania permaneceram centrais enquanto Florence tecia suas próprias experiências de dança, com os elementos folclóricos de um pânico moral da Idade Média. Em tempos recentes de torpor e confinamento, a dança oferecia propulsão, energia e uma maneira de olhar a música de uma forma mais coreográfica.

Trancada em casa, as canções começaram a se transformar, com referências de Dance, Folk, Iggy Pop dos anos 70, trilhas folclóricas saudosas à la Lucinda Williams ou Emmylou Harris e muito mais. Produzido por Florence Welch, Jack Antonoff e Dave Bayley, “Dance Fever” é um álbum que vê Florence no auge de seus poderes, entrando em um autoconhecimento plenamente realizado, brincando com sua própria persona autocriada e com ideias de identidade, masculina e feminina, redentora, comemorativa, entrando plenamente em seu lugar no panteão icônico.