O Teatro Mágico lança o seu sétimo álbum de estúdio, “Luzente”.

O projeto marca o retorno da banda após um hiato de cinco anos. Formado por Fernando Anitelli em 2003, o grupo ficou famoso por suas performances inigualáveis, que uniam música, circo e teatro. Porém, na última meia década, eles se se mantiveram afastados dos palcos e estúdios. “Foi um período de muitas reflexões e conversas que nos deram uma nova perspectiva. Durante esse tempo fizemos questão de, mesmo à distância, manter contato com nosso público, até que em determinado momento sentimos que já era hora de voltar”, revela Anitelli.

Capa do álbum “Luzente” – Projeto gráfico: Gustavo Daldegan

Pro novo trabalho, a banda sabia que uma boa dose de renovação em seu som seria fundamental para que pudessem se manter relevantes e assim fizeram. No meio do caminho surgiu a pergunta: como inovar sem se distanciar das raízes musicais que sempre definiram o grupo? A resposta foi encontrada nos velhos arquivos de Anitelli. Foi de lá que ele resgatou alguns esboços esquecidos, mas com muito potencial. Assim surgiu, por exemplo, “Instalação”, que foi lançada como single e, logo depois, ganhou um videoclipe.

“Nós estávamos trabalhando no repertório do novo álbum, começamos a revirar nossos arquivos e encontramos o esboço de ‘Instalação’. Danilo Souza e eu então lapidamos e finalizamos essa canção, que fala sobre um momento de amor dentro da revolução. Ela possui o DNA do antigo O Teatro Mágico, mas com uma abordagem mais pop, moderna e dançante. E é isso que o público vai encontrar no álbum. Estamos abrindo uma nova era”, diz o líder do grupo.

Foto: Filipe Nevares

Para completar a lista foram incluídas duas canções de outros compositores: “Laço”, música do pernambucano Igor de Carvalho e “Anti-herói”, da banda carioca Motel 11-11. O álbum ainda traz algumas participações especiais, como da cantora Nô Stopa, do rapper paulista Renan Inquérito e do parceiro de longa data da trupe de Gustavo Anitelli, entre outros.

Gravado no Rootsans Studios (SP), “Luzente” foi produzido por Daniel Santiago e Fernando Anitelli. A dupla de produtores desfrutou da expertise do ganhador de dois Grammys Latino, o engenheiro de som Rodrigo ‘Roots” Sanches, que cuidou da mixagem e masterização das 11 faixas. Segundo Santiago, Rodrigo foi peça-chave para que chegassem a essa nova e versátil sonoridade: “Foi a primeira vez que O Teatro Mágico trabalhou com ele e ficamos muito felizes com o resultado. O Rodrigo é um engenheiro do mais alto nível, que consegue tirar um som limpo, com timbres quentes e pesados. Sem falar que ele contribuiu bastante com ideias sempre bem colocadas”, conclui ele.

Foto: Filipe Nevares