Para: Todas Que Fingi Amar

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Trap Soul com tempero baiano: Alee e Klisman lançam o álbum colaborativo “Para: Todas Que Fingi Amar”.

“Um álbum sobre relacionamentos”. É assim que os dois artistas definem o novo disco. Composto por 14 faixas, o aguardado projeto estreia nas plataformass, com músicas solo e colaborações inéditas, além da participação da promessa baiana Jimyy. No projeto, os dois bebem da fonte do “Trap Soul”, vertente que mescla a batida do Trap com a melodia do R&B , popularizada pelo artista americano Bryson Tiller no icônico álbum “TrapSoul”, que teve a faixa “Exchange” nomeada ao Grammy Awards, em 2016. “A gente trouxe essa alma do Trap Soul para a realidade do Brasil e com o tempero baiano que eu e Alee temos. É algo que nunca foi explorado na música nacional e que acreditamos que é um ritmo que a galera quer ouvir”, destaca Klisman.

Foto: @yago_davila

O subgênero serve como guia para composições que se aprofundam nos sentimentos dos próprios artistas, seus relacionamentos e vivências. Além da intro, cada música carrega o nome de uma garota, dando ainda mais profundidade para cada história contada. “Não é necessariamente um álbum sobre amor, mas sobre relacionamentos que jovens negros passam. Seus altos e baixos, brigas e acertos, para todos que tentam ou tentaram amar”, conta Alee.

Para complementar as histórias narradas nas faixas, os músicos da Nadamal, disponibilizam audiovisuais no You Tube. Mesmo em um tempo em que o mercado discute se vale a pena investir em produções visuais para projetos musicais, os rappers mostram que é importante trazer essa retratação como reforço da mensagem que querem passar. Assim, os vídeos captam referências e elementos narrados pelos cantores. Gravados na favela da Rocinha, a comunidade mais populosa do Brasil e uma das mais conhecidas do mundo , os clipes contam com direção criativa de Anderson J. e Ricardo Canario, da Lordbull Filmes, e retratam a complexidade e momentos desses relacionamentos, se complementando como uma grande história.

O ciclo de “Para: Todas Que Fingi Amar” foi iniciado em janeiro deste ano com o EP “Spam”. Também lançado em colaboração, o projeto serviu como uma amostra ao público do “Trap Soul” e conta com músicas que acabaram se tornando sucesso entre os fãs em prévias, mas acabaram ficando fora do álbum principal. Com um conceito leve e bem-humorado sobre canções que ficaram “presas no spam”, a mixtape também aposta em uma narrativa romântica e afetiva, marcada por trocas emocionais. Liberado de surpresa, o trabalho já ultrapassou a marca de 5 milhões de reproduções nas plataformas digitais. O novo disco vem para coroar o momento de ascensão dos cantores. Em 2025, Alee lançou o disco “Caos DLX”, continuação do álbum “Caos”, que ultrapassou a marca de 120 milhões de streams, recebendo certificação de Disco de Ouro. Durante o ano, o artista viajou o Brasil e o mundo para se apresentar em grandes palcos como The Town, Circo Voador e Viaduto de Madureira.

Foto: @yago_davila

Já Klisman lançou o disco “Centro Histórico Tá Como? (CHTC?)” em que convida o ouvinte para uma viagem através das suas vivências enquanto morador do centro histórico de Salvador (BA), da cultura de festas de rua à realidade criminal das periferias brasileiras. Com participações de Filipe Ret, Leviano e outros, o projeto é um sucesso, ultrapassando a marca de 5 milhões de plays no Spotify na faixa “Pirâmide”, por exemplo.

“Para: Todas Que Fingi Amar” é mais um capítulo do entrosamento dos artistas da Nadamal para compor e produzir hits. Juntos, eles têm algumas de suas faixas mais conhecidas como “São Paulo”, no disco “Caos DLX, além de entrarem para o Top 50 Viral do Spotify duas vezes, com as faixas “Party” e “Pagão”. A amizade de Klisman e Alee é algo muito valorizado pelos fãs. Os artistas se conheceram em 2019, por acaso, através de amigos em comum. Mas, em 2021, se reencontram e iniciaram uma parceria que rendeu vários frutos de sucesso. Hoje, compartilham o palco em muitas ocasiões e mostram uma conexão rara com o público. “Nossa conexão no trampo foi da mesma forma que na vida, tudo fluiu de forma natural. O Alee me ajuda demais na parte musical. Foi ele que me incentivou a se soltar mais e ser eu mesmo. Eu ajudo ele com a parte mais lírica e a gente meio que vai se completando”, conta Klisman.

– Escute o álbum : https://open.spotify.com/album/0GFb1J3CPd9yxDwyD5d6iC?si=w1ZsOOIlTtCA_pxDr4H0aw.

Foto: @yago_davila
Foto: @yago_davila

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