Me Gusta Entrevista : Fatel

Me Gusta Entrevista : Fatel

O talentoso cantor baiano Fatel lança “Rasante”, álbum que transforma o sertão em linguagem. E o Portal Me Gusta teve a felicidade de o entrevistar.

O artista falou sobre carreira, inspirações, disco novo e próximos passos da carreira. Leia, a seguir, tudo o que ele nos contou na íntegra:Portal Me Gusta: Como surgiu o seu amor pela música?

Fatel: O meu amor pela música surgiu ainda na infância, dentro de casa, ouvindo as músicas que o meu pai ouvia. Acho que vem, antes de tudo, desse lugar de memória afetiva da infância. Depois, sem dúvida, vieram a TV, o cinema e as novelas. Após essa primeira referência paterna, a audição de música, o que mais despertou esse fascínio pela música em si, até antes da poesia, foram as novelas e o cinema, sem dúvida.

Me Gusta: E como foi ter a sua música no filme “O Auto da Compadecida 2”? Como foi essa experiência de ter uma canção sua em um filme tão importante para o cinema nacional, continuação um enorme sucesso?

Fatel: Foi maravilhoso, muito gratificante. Principalmente porque aconteceu de forma espontânea. A música chegou até o João Falcão, que era o responsável pela trilha sonora, assim como de tantos outros filmes incríveis Ele conseguiu meu contato por meio de um amigo em comum e me ligou um dia para dar a notícia. Foi maravilhoso. Eu não imaginava que isso pudesse acontecer tão cedo. Essa experiência confirmou, para mim, como artista, uma série de coisas. Também ajudou a diminuir muitas angústias e inseguranças, principalmente por eu ser um artista independente do interior da Bahia. Foi um momento muito importante para a minha trajetória.

Portal Me Gusta: Como surgiu o seu amor pela música?

Fatel: O meu amor pela música surgiu ainda na infância, dentro de casa, ouvindo as músicas que o meu pai ouvia. Acho que vem, antes de tudo, desse lugar de memória afetiva da infância. Depois, sem dúvida, vieram a TV, o cinema e as novelas. Após essa primeira referência paterna, a audição de música, o que mais despertou esse fascínio pela música em si, até antes da poesia, foram as novelas e o cinema, sem dúvida.

Me Gusta: E como foi ter a sua música no filme “O Auto da Compadecida 2”? Como foi essa experiência de ter uma canção sua em um filme tão importante para o cinema nacional, continuação um enorme sucesso?

Fatel: Foi maravilhoso, muito gratificante. Principalmente porque aconteceu de forma espontânea. A música chegou até o João Falcão, que era o responsável pela trilha sonora, assim como de tantos outros filmes incríveis Ele conseguiu meu contato por meio de um amigo em comum e me ligou um dia para dar a notícia. Foi maravilhoso. Eu não imaginava que isso pudesse acontecer tão cedo. Essa experiência confirmou, para mim, como artista, uma série de coisas. Também ajudou a diminuir muitas angústias e inseguranças, principalmente por eu ser um artista independente do interior da Bahia. Foi um momento muito importante para a minha trajetória.

Me Gusta: Você lançou o seu novo álbum “Rasante”. Como foi a escolha do repertório? Como foi selecionar as canções e também as participações especiais?

Fatel: A escolha do repertório foi, sem dúvida, uma das partes mais difíceis de todo o processo. Foi algo que sofreu alterações até o último momento possível, porque é realmente muito complicado tentar calcular o impacto que uma canção pode ter nas pessoas. A gente observa as referências que o público tem hoje, o que as pessoas estão ouvindo e como essa música pode chegar até elas. Também pensamos muito nos arranjos, para que as canções fossem recebidas da forma mais natural e confortável possível. Esse desafio de escolher as músicas foi determinante. O repertório é uma tentativa de me comunicar com o público, de me apresentar e de mostrar de onde eu venho, o que faço e o que tenho para oferecer enquanto artista, enquanto operário da arte. Também procura revelar essa versatilidade. Quanto às participações, elas têm um significado muito simbólico. Todos os convidados são artistas baianos que admiro profundamente. Tenho a felicidade de conhecer e ser amigo de alguns deles. Para mim e para Tarcísio Santos, diretor musical e arranjador do álbum, esses nomes sempre estiveram no nosso radar desde a pré-produção. Ivan Sacerdote, Cícero de Assis e Mário Soares participaram das canções que já estavam definidas. Joseane, que é minha conterrânea, e Guiga, grande artista de Maracás, no interior da Bahia, também fazem parte desse trabalho. Eu e Guiga assinamos juntos a canção “Trilhas de Corte”. A escolha das participações também busca retratar essa cena musical, documentando, ainda que de forma modesta, esse cenário artístico da Bahia.

Me Gusta: Você falou da cena independente da Bahia. Como ela está hoje? Quais artistas você tem acompanhado?

Fatel: A cena independente da Bahia continua muito viva, como sempre foi. O problema é que nossas maiores referências acabam migrando para São Paulo, Rio de Janeiro e outras regiões do Sudeste. Essa talvez seja uma das maiores dificuldades: não conseguimos manter uma cena que se sustente sozinha. Exportamos grandes artistas, mas temos dificuldade em mantê-los aqui. Ao mesmo tempo, não para de surgir gente extremamente talentosa. Para mim, a Bahia continua sendo uma das maiores referências do Brasil quando falamos de cantores, compositores, atores, letristas e dançarinos. O que eu lamento é que ainda faltem políticas públicas e culturais capazes de oferecer mais estrutura e dignidade para os artistas baianos.

Me Gusta: Como funciona o seu processo de composição? De onde vêm as inspirações?

Fatel: Essa é sempre uma pergunta difícil de responder sem cair em clichês. Meu processo criativo varia bastante. Às vezes revisito textos antigos que escrevi e deixei guardados, e dali nasce uma canção. Em outras ocasiões, a música simplesmente aparece pronta na cabeça. Existe até um termo para isso, psicofonia. Algumas músicas deste álbum nasceram exatamente dessa forma. No fim das contas, acredito que o mais importante é manter um exercício constante de leitura, escrita e prática. Assim, quando esses momentos de inspiração aparecem, a gente está preparado para transformar em música.



Me Gusta: E o álbum novo, vai ter turnê? O que podemos esperar?

Fatel: Com certeza. Nossa intenção é circular bastante com esse álbum e levar esse trabalho para várias regiões do Brasil, não apenas para o Sudeste. Queremos apresentar esse show ao maior número possível de pessoas. Claro que o espetáculo não precisa reproduzir exatamente o que está no disco. O show é uma experiência diferente e tem vida própria. Nossa ideia é adaptar esse formato aos diferentes espaços e contextos, para que a música possa chegar ao maior número de pessoas possível.

Me Gusta: Para finalizar, dentro do que você pode contar, quais são os próximos passos da carreira?

Fatel: Meu principal objetivo agora é trabalhar intensamente este álbum, apresentar esse projeto ao público e consolidar minha carreira no cenário nacional, que é extremamente competitivo, especialmente para quem é artista independente e não conta com uma gravadora ou grandes apadrinhamentos. Estamos muito motivados para fazer esse trabalho acontecer. Além disso, já estou preparando um novo projeto. Será um álbum com quatro canções. Muita gente chamaria de EP, mas eu prefiro chamar de álbum. É um trabalho de verão, com participações de Luísa Brito, Açucena e Ângela Veloso, artistas incríveis de Salvador. As músicas falam de verão, amor, calor, desejo, prazer e admiração. Também existe uma estratégia por trás desse lançamento. Para artistas do meu segmento, o verão na Bahia costuma ser um período em que muitos projetos acabam ficando invisíveis por causa da força do Carnaval. Então queremos manter o projeto em circulação durante essa época, fazendo com que o público continue ouvindo as canções e acompanhando o trabalho iniciado com o álbum “Rasante”.

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