Laura Pausini resgata o clássico “Siamo Soli Nell’immenso Vuoto Che C’è”.
A canção chega com direito a clipe gravado gravado em Toronto, no Canadá, e marcado por uma produção visual com grandes asas de penas brancas. A direção é de Gaetano Morbioli.
A música foi originalmente gravada por Raf em 1991 e escrita originalmente por Raffaele Riefoli, conhecido artisticamente como Raf, em parceria com Beppe Dati, e agora ganha uma nova leitura na voz de Laura, com arranjo de Paolo Carta, marido e colaborador musical da cantora. A versão passa a integrar a tracklist de “Io Canto 2”, álbum lançado por Laura em Fevereiro.

Mais do que simplesmente revisitar uma canção italiana dos anos 1990, Laura Pausini escolheu o repertório por sua forte ligação pessoal com o cantor da primeira versão.
A cantora revelou que é uma grande admiradora do trabalho dele e que o primeiro concerto de sua vida foi justamente um show de Raf. A relação entre os dois também ganhou um capítulo especial na carreira de Laura quando ele participou de seu primeiro álbum.
Para a artista, voltar a uma música tão importante da música italiana representa também uma maneira de conectar diferentes momentos de sua própria trajetória. A canção foi, segundo Laura, uma das primeiras músicas que ela preparou para o projeto, mas a cantora decidiu mantê-la em segredo até o momento considerado ideal: o início de sua nova fase de apresentações na Itália e na Europa.

O vídeo da track é uma produção visual bastante simbólica. Um dos principais elementos do vídeo são as grandes asas de penas brancas usadas pela cantora. As peças foram produzidas por uma figurinista canadense e fazem referência a uma das imagens centrais da música.
Laura explicou que não se considera um anjo, mas que acredita neles. Para a artista, vestir as asas e caminhar pelas ruas e pelos telhados de Toronto criou uma experiência emocional muito forte e ajudou a traduzir visualmente a mensagem da canção.
A escolha das asas também reforça o caráter metafórico do clipe, transformando um elemento presente na música em uma imagem marcante para representar sentimentos de proteção, esperança e conexão.
Apesar de ter sido originalmente lançada há mais de três décadas, a música ganhou, para Laura Pausini, um significado especialmente atual. Ela relaciona a mensagem da composição ao momento vivido atualmente, destacando a presença de ódio e violência no mundo e a maneira como esses sentimentos podem aumentar a sensação de solidão.
Para Laura, a música pode justamente funcionar como uma ponte entre as pessoas. Cantar juntos, compartilhar uma mesma melodia e encontrar identificação em uma canção seriam formas de diminuir essa sensação de isolamento.
Os fãs brasileiros têm motivo para comemorar: Laura Pausini tem apresentação marcada para 27 de Fevereiro de 2027, em São Paulo, na Mercado Livre Arena Pacaembu.







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