Sertanejinho do Teló – Vol. 2

Sertanejinho do Teló – Vol. 2

Em clima de ensaio, Michel Teló apresenta o segundo volume de “Sertanejinho do Teló”.

Tem música que a gente escuta e imediatamente lembra de algum momento da vida. Uma festa em família, uma roda de amigos, uma noite no bar ou até aquela canção que marcou o começo da carreira de um artista. É justamente nesse território de memórias e encontros que Michel mergulha novamente com “Sertanejinho do Teló, Vol. 2”, segundo capítulo de seu projeto musical que transforma grandes sucessos brasileiros em releituras com a identidade do cantor.

Conhecido por transitar com facilidade entre diferentes referências da música nacional, Teló aposta mais uma vez na mistura de estilos. O novo volume passeia pelo Pagode, MPB, Forró, Pop e claro, Sertanejo, reunindo músicas consagradas em medleys e colocando a sanfona — instrumento que se tornou uma das marcas de sua trajetória, no centro da sonoridade.

A proposta mantém o clima leve e descontraído que já caracteriza o projeto. E o cenário escolhido para a gravação ajuda a explicar essa atmosfera: “Sertanejinho do Teló, Vol. 2” foi registrado em apenas três dias, na garagem da casa do artista, em São Paulo. A ideia foi preservar justamente aquela sensação de encontro entre amigos, como se o público estivesse acompanhando uma grande roda musical.

Neste segundo volume, as músicas aparecem combinadas em encontros inusitados e cheios de personalidade. Entre os destaques está o medley que aproxima “Burguesinha”, de Seu Jorge, de “Sai da Minha Aba”, do Só Pra Contrariar. Outro encontro que chama atenção coloca lado a lado “Na Rua, na Chuva, na Fazenda (Casinha de Sapé)”, clássico de Hyldon, e “Coração”, sucesso conhecido na voz do Aviões do Forró. E a viagem musical não para por aí. O repertório também revisita obras associadas a nomes importantes da música brasileira, como Claudinho e Buchecha, Roberto Carlos, Erasmo Carlos, Chrystian e Ralf e Luan Santana.

Tudo ganha uma nova leitura pelas mãos de Teló, que leva essas canções para uma atmosfera sertaneja sem apagar as características que fizeram cada uma delas conquistar seu espaço na memória do público. Mais do que uma seleção de músicas conhecidas, o projeto também carrega uma forte dose de memória afetiva. As escolhas do repertório estão relacionadas à própria história de Michel Teló, incluindo músicas que fizeram parte de festas familiares e outras que o cantor tocava ainda no início da carreira, quando se apresentava em bares de Campo Grande. a banda montada para o registro também ajuda a criar essa identidade.

A formação conta com sanfona, bateria, baixo, guitarra e quatro percussionistas, construindo uma sonoridade vibrante e, ao mesmo tempo, próxima da experiência de uma apresentação ao vivo. Aos 45 anos e celebrando 33 anos de carreira, Michel Teló já pensa em levar parte dessa experiência para os palcos. O cantor avalia incluir alguns dos medleys de “Sertanejinho” em seus shows, dividindo espaço com os grandes sucessos de sua carreira e as tradicionais modas de viola que continuam presentes em suas apresentações.

Com os dois volumes de “Sertanejinho”, Michel Teló já ultrapassa a marca de 40 faixas revisitadas dentro da proposta do projeto. O resultado é uma celebração da música brasileira, em suas mais diferentes formas.

Ao juntar sucessos de estilos e épocas distintas e colocá-los sob a sonoridade da sanfona, Teló cria um repertório que conversa tanto com quem viveu essas músicas em seus lançamentos originais quanto com novas gerações que podem redescobri-las agora. “Sertanejinho do Teló, Vol. 2” chega, assim, como mais um capítulo de uma proposta que aposta na simplicidade, na memória e, principalmente, no prazer de reunir boas músicas em torno de uma mesma roda.

Porque, no fim das contas, seja no Pagode, na MPB, no Forró, no Pop ou no Sertanejo, tem coisa que é inegociável: uma boa música sempre encontra um jeito de virar memória.

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