Eternos

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David Bisbal apresenta “Eternos”, seu décimo álbum de estúdio.

David lança seu projeto especial, que celebra alguns dos grandes clássicos do pop romântico em espanhol e reafirma a versatilidade do cantor espanhol. O trabalho reúne dez faixas originalmente eternizadas por nomes como Nino Bravo, José José, Juan Gabriel e Raphael, revisitadas por Bisbal a partir de uma perspectiva contemporânea, sem deixar de lado a essência das gravações que atravessaram gerações.

O repertório mergulha especialmente na música romântica das décadas de 1960, 1970 e 1980. Entre as canções escolhidas estão “Te Quiero, Te Quiero”, “Vivir Así Es Morir de Amor”, “El Amar y el Querer”, “Abrázame Muy Fuerte” e “Qué Sabe Nadie”, clássico de Raphael que recebe uma interpretação particularmente conectada à identidade musical de Bisbal.

Para o artista, “Eternos” é um projeto que vinha sendo amadurecido há bastante tempo. Segundo Bisbal, “Eternos é um disco que venho esperando há bastante tempo, diria que há anos”. A ideia nasceu do desejo de homenagear uma geração de intérpretes e compositores que ajudou a construir uma das épocas mais marcantes da música romântica em espanhol.

Mais do que simplesmente regravar sucessos, o cantor buscou compreender profundamente as obras e seus intérpretes. Sobre esse processo, afirmou “Havê-los estudado foi uma lição para mim”. A declaração resume a maneira como Bisbal se aproximou do repertório: com admiração, pesquisa e respeito por canções que já fazem parte do imaginário musical de diferentes gerações.

O cuidado também aparece na maneira como o artista encara o desafio de interpretar músicas que possuem versões consideradas definitivas pelo público. Bisbal ressalta, “Fazer uma versão não é imitar, porque é imitar o inimitável, eles sempre serão únicos.” Assim, “Eternos” procura preservar a memória dos clássicos sem transformar o álbum em uma simples reprodução das gravações originais.

Em algumas faixas, Bisbal mantém de maneira mais próxima os arranjos que ajudaram a tornar as canções inesquecíveis. Em outras, permite-se trazer elementos de sua própria personalidade artística. É o caso de “Qué Sabe Nadie”, que ganha uma leitura mais próxima do universo musical do cantor.

A homenagem, segundo Bisbal, vai além dos grandes nomes que aparecem como intérpretes das canções. “Não é apenas uma homenagem ao cantor, é uma homenagem ao autor, ao engenheiro, ao produtor”, declara ele, destacando a importância de toda a equipe responsável pelas grandes produções daquela época.

A sonoridade do álbum também exigiu atenção especial. Algumas das gravações envolveram dezenas de músicos, em uma tentativa de recuperar parte da dimensão orquestral e da riqueza instrumental característica de grandes produções das décadas de 1970 e 1980. O resultado dialoga com essa tradição, mas é apresentado dentro da estética atual de David Bisbal.

“Eternos” marca ainda uma nova fase estética na carreira do artista. Com elegância, maturidade e uma interpretação vocal que se tornou sua assinatura, Bisbal assume cada vez mais o papel de um crooner contemporâneo, aproximando a tradição da música romântica hispânica de uma linguagem atual.

A escolha do repertório também reforça a ideia de atemporalidade que atravessa o projeto. Ao falar sobre um dos grandes clássicos presentes no álbum, Bisbal resume, “A música atual talvez passe de moda, mas sempre será atemporal ‘Vivir así es morir de amor’”.

Com “Eternos”, David Bisbal transforma sua relação pessoal com essas canções em uma homenagem à história da música romântica em espanhol. O álbum conecta diferentes gerações e mostra como obras originalmente lançadas décadas atrás podem ganhar novas interpretações sem perder a emoção que as tornou eternas.

– Ouça o álbum em sua plataforma predileta : https://davidbisbal.lnk.to/Eternos.

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