Um dos novos e talentosos nomes do Pagode, Binho Simões está preparando um novo projeto e lançou o single “Te Perdoei Antes”, com produção de Dilsinho.

Em 2020, o artista teve “Genro Preferido”, como a música mais tocada no Brasil e com quase 6 milhões de views e mais de 850 mil streams apenas no Spotify. E agora de hit novo, promete levar ainda mais alegria para os brasileiros em 2021.

Foto: Ricardo Brunini

O Portal Me Gusta teve o privilégio de entrevistar Binho, que contou um pouco mais sobre sua carreira, música nova, suas inspirações, quarentena e próximos passos.

Saiba tudo o que Binho Simões contou, na íntegra:

Portal Me Gusta: Como surgiu seu amor pela música?

Binho Simões: Desde muito jovem, de muito novo sempre fui muito musical. Minha família tem esse contato com a música, então eu cantava na igreja e meu pai tinha um bar também e eu cantava no videokê do bar. Sempre tive esse contato com a música, mas profissionalmente fui, na verdade,  descoberto pelos Jorgynho Chinna que eu chamo de meu pai na música, e ele me me convidou para cantar nas rodas de Samba dele. Foi bem assim e de lá para cá, nunca mais parei de cantar em rodas de Samba. E hoje, graças a Deus, a gente tá com um trabalho com produção do Dilsinho e Michel Fujiwara e a gente tá conseguindo semear belas sementes. E a gente tá com essa oportunidade de ter um trabalho bem legal, com pessoas que já estão no topo e agora é trabalhar mais ainda para colher os frutos.

Me Gusta: Como surgiu seu novo single “Te Perdoei Antes”?

Binho: Essa música é de Rodrigo Oliveira Cleitinho Persona e Elizeu Henrique. eles são compositores de São Paulo e quando me mandaram a música, foi na verdade para o Dilsinho e como ele é meu produtor e não teve oportunidade de gravar a música no DVD, foi e me mostrou. A gente fez a escolha de repertório e de 100 músicas, separou 50 e no outro dia separou 30, e aí separou 15. Foi assim bem criterioso. E a gente chegou no mesmo pensamento sobre essa música. Essa música tem uma melodia bem gostosa e o que pode pegar e a galera cantar muito fácil. Eu me arrepiei todo no dia de gravar a música e eu tava sentindo que era essa a música, eles respeitaram minha opinião, meu sexto sentido e a gente lançou como música de trabalho.

Capa do single “Te Perdoei Antes” – Foto: Ricardo Brunini

Me Gusta: Como surgiu a parceria com dilsinho como produtor e como é trabalhar com ele?

Binho: O meu empresário é no Tuca Carvalho e ele também empresário do Dilsinho. Dilsinho produziu o último DVD dele e queria pegar coisas de fora pra produzir. É legal produzir seu próprio CD, mas também é maneiro você produzir uma parada diferente e a gente tava procurando um produtor musical para dar uma diferenciada no meu trabalho. Meu primeiro trabalho quem produziu muito bem foi o Rodrigo Príncipe. O trabalho ficou ótimo, mas a gente queria uma coisa diferente e aí virou. Tudo se encaixou e veio o Dilsinho que já tinha ouvido meu trabalho e já tinha comentado sobre mim. Juntou o útil ao agradável. Dilsinho tava querendo produzir e a gente procurando um produtor, e o Tuca fez essa junção e, Graças a Deus, está dando certo.

Me Gusta: “Genro Preferido” foi uma música de muito sucesso e a que mais tocou em 2020. Como foi a repercussão deste single e a importância dele para você?

Binho: Essa música na verdade foi nosso divisor de águas. a primeira música que gravei foi na verdade uma regravação de uma canção do Príncipe que é a “Mil Flores”, só que o Ferrugem já tinha gravado essa música e não tinha usado como de trabalho, só deixou no CD dele. A gente dava na rua e tocava. Tocou bastante na rádio e a galera cantava, mas um ou outro falava ‘mas o Ferrugem já gravou’. E aí eu gravei uma outra que é “Beijo e Tchau” que fez um barulho regional no Rio. Mas quando a gente lançou “Genro Preferido” que é produção do Rodrigo Príncipe, graças a Deus tocou em muitas rádios do Brasil e caraca, foi maneiro para caramba, e aí que a gente conseguiu chamar a atenção dos grandes e o Dilsinho que ouviu a música e me parabenizou e a gente foi se conectando e veio as conversas dele me produzir. E a expectativa dessa nova música tá ainda maior.

Me Gusta: Como foi ter que passar pela quarentena e produzir tudo à distância, em casa e ficar sem shows?

Binho: É é muito complicado. É o que falo para as pessoas, eu não posso responder só por mim. A gente tem que pensar que temos toda uma equipe; o carregador, o holdins, o dono do evento, o segurança. Então é uma situação muito difícil pra gente que depende da música e tá muito ruim. Agora parou tudo de novo e espero que isso se resolva dessa vez, e que seja firme mesmo, pra dar aquela reduzida e a gente voltar a trabalhar, com as medidas de saúde que nos deram. E que tudo dê certo e que a gente possa voltar a trabalhar tranquilo, sem fazer nada de errado.

Me Gusta: Você é um artista que tem muita proximidade com os fãs e já tem fã-clubes e até pessoas que fizeram tatuagens em sua homenagem. Como você se sente com tanto carinho?

Binho: É muito maneiro. A primeira vez que uma menina tatuou meu nome, eu não acreditei e falei ‘não é possível deve ser montagem ou rena’. É uma sensação tipo de orgulho e de ‘cara, será que eu tô fazendo mesmo certo e as pessoas tão se apaixonando o mesmo por mim?’. É tanto amor que elas estão botando na pele. Depois teve uma outra que botou o nome de uma música e aí a outra botou meu nome. É muito maneiro. e me sinto já responsável. É uma responsabilidade que cresce quando a gente tem fãs assim. Uma coisa é a pessoa admirar o seu trabalho e ir a um show e outra é a pessoa também tatuar. Dou muito valor pra isso e pros fãs. Você não conquista fãs assim fácil, ninguém se apaixona por ninguém facilmente. Então é uma coisa mais difícil você ter um fã dessa forma que tatua. Dou o máximo de valor possível e adoro no show me aproximar da galera. Dou atenção especial pros fãs na beira do palco e então sempre ouço dos contratantes ‘você é maluco, eu fiz a barreira pra isolar e deixar um espacinho para você ficar mais a vontade no palco’. E eu falo ‘giato de fazer meu show bem próximo ao público, gosto de ouvir a gritaria, de ficar na beira do palco’. É muito importante.

Me Gusta: Como vê o cenário do Pagode hoje em dia?

Binho: A música vai mudando e vai se modificando. Mas se Deus quiser, o Pagode vai voltar a ter a importância no cenário nacional que tinha nos anos 90 e comecinho dos anos 2000. Acho que a oportunidade que a galera como Thiaguinho e o Dilsinho estão dando para galera que tá começando agora, é diferente e não é costume. E com isso o Pagode ganha mais e vai voltar a ter aquela força no cenário musical no Brasil inteiro.

Me Gusta: Quais são as suas maiores inspirações na música?

Binho: o cara que sou muito feio Tem que eles pegaram Thiaguinho. Sou muito fã também da voz e do repertório do Belo. Uma pergunta difícil. No quisito artístico, de show e palco, Thiaguinho é o número um. No quesito voz, timbre e repertório é o Belo. E aí, veio Alexandre Pires e dilsinho e o Ferrugem, que gosto muito. E tem Chininha e Príncipe que era uma dupla e que me ajudaram muito e são inspiração no palco e cantam muito. Tem também o Jorgynho, meu pai musical, que me descobriu e que é cantor de Samba e foi do antigo grupo Pirraça e é muito educado no palco. É um cara que desde o começo me inspirou muito e é delicado e tem uma calma no palco. Tenho sido influenciado, graças a Deus, por muitos artistas que agora vejo de perto e antigamente via de longe. Os vi de perto e vi que eles têm muita simplicidade. Isso é muito maneiro.

Me Gusta: Dentro do que puder adiantar, quais as próximos passos da carreira?

Binho: A gente vai gravar um audiovisual, para lançar o resto das músicas. O audiovisual vai ser gravado em um formato menor, até mesmo pelo momento. A gente vai fazer esse audiovisual com 15 músicas. “Beijo e Tchau”, “Mil Fores” “Paixão Proibida”, “Genro Preferido” provavelmente vão vir nesse projeto. A gente tá correndo pra finalizar e lançar logo. E vai ter participações do PK, do Dilsinho e demais cantores que a gente ainda tá vendo.