O cantor e compositor Nanno V lançou seu primeiro álbum “Meu Mundo” pela Universal Music no começo de Maio.

O álbum, que tem como cargo chefe o single “Apaga a Luz” foi produzido pelo DJ e produtor brasileiro Bruno Martini, com 13 faixas, e as colaborações de Donatto, Ruby, Zeeba, Guiggow, Mayra e Pablo Martins.

Capa do álbum “Meu Mundo” – Foto: Guto Costa

O Portal Me Gusta teve o privilégio de entrevistar Nanno V, que contou detalhes sobre o disco, pandemia, fãs, trabalhar com Bruno Martini e próximos passos.

Confira na íntegra, tudo o que o artista revelou:

Portal Me Gusta: Como foi escolher o repertório do álbum “Meu Mundo”?

Nanno V: A escolha de repertório é uma coisa muito em conjunto, de todo mundo da equipe junto e os produtores alí e a galera da gravadora também. Eu escolhi umas músicas e basicamente as que eu escolhi eles mesmos gostaram também. O álbum é parceria minha com o Bruno Martini e todas as músicas, a gente escreveu junto, praticamente. E junto com o pai dele também. E cada participação também participou bastante do processo criativo. É um disco que fala muito do Nanno, do novo Nanno, do Nanno mais maduro. Fala bastante coisa não só de amor, mas também bastante coisa que eu já passei, bastante coisa da minha vida. A ‘Meu Mundo’ mesmo, faixa do álbum, fala da vida do músico, da vida do cara que tá ali na batalha e no corre e chega em casa tarde e às vezes a esposa tá esperando e que tá fazendo show e tem aquela correria diária e aquela coisa de estrada. E agora que veio a pandemia deu uma parada e falo também um pouco da pandemia na música ‘Ondas’. Então é muito isso. Eu espero que a galera escute e sinta o som e se identifique. Tem uma galera que tá se identificando e que me fala ‘escutei a música e já me arrepiei aqui’, ‘chorei nessa’, e acho que é muito disso, de fazer a galera sentir o som, assim. Chegando nessa parada já tô feliz.

Me Gusta: Como foi a expectativa para o lançamento desse primeiro álbum?

Nanno V: É o primeiro álbum, então é um filho nascendo. Todas as músicas que eu gravei e que regravei e refiz e que a gente mudou produção e fez coisas, eu e o Bruno. Então, tá sendo muito gratificante lançar o meu primeiro disco também. Tô feliz, tô realizado e realizando o sonho da minha vida. Acho que todo artista quer lançara um álbum pra carreira. E é um álbum que eu sempre tive vontade de fazer e um álbum que tem mais a minha cara, mais as minhas músicas e as músicas com o meu jeito. Tô me encontrando como artista e acho que em ‘Meu Mundo’, eu encontrei um Nanno que tava procurando já tinha um tempo e acho bem legal isso. Tô muito feliz e realizado.

Capa do single “Apaga a Luz”

Me Gusta: Como surgiu a música “Apaga a Luz”? Como se deu a parceria com Donatto e Pablo Martins?

Nanno V: Na real, ‘Apaga a Luz’ é a música de trabalho que tem no disco. O Donatto já é muito amigo do Bruno também e eu já tinha feito ‘Apaga a Luz’ com o Bruno e com outras partes e outra letra e acabou que ficou a minha parte e a gente mandou para o Donatto nessa pandemia maluca. O Donatto gravou de casa mesmo e mandou de volta e aí o Miguel, que é da Universal, teve a ideia de mandar para o Pablo Martins e eu sempre curti o trabalho do Pablo. E ele gravou lá de Santa Catarina. Tanto a voz, quanto o clipe foi gravado de lá e aí cada um escreveu a sua parte ali e saiu a ‘Apaga a Luz’.

Me Gusta: Como foi a experiência de gravar o clipe durante a pandemia?

Nanno V: Foi meio louco. Eu brinco com a galera que eu já meio que fiz uns 80 e tantos testes de Covid. A gente já saiu daqui mascaradão e a galera mandou um carro também e aí eu fui e gravamos. O Donatto também saiu de São Paulo e foi mascaradão. Foi tudo meio que combinado assim. E o Pablo, coml estava em Lock Down em Santa Catarina e não tinha como vir , gravou de lá mesmo, com a mesma qualidade e as mesmas câmeras e os mesmos toldos, tanto que nem dá para perceber muito que a gente gravou em outro lugar. Cada um fez a sua parte em um lugar só eu e o Donatto mesmo que fizemos juntos. E o Calviño dirigiu o clipe lá de Santa Catarina, de casa e a gente conseguiu um resultado que ficasse irado.

Me Gusta: Como foi trabalhar com o Bruno Martini na produção do álbum?

Nanno V: O Bruno é um cara muito especial, muito do bem, de luz mesmo. Quando a gente se conheceu, de primeira a gente já bateu essa sinergia na hora e acabou que eu comecei a colar muito em São Paulo e ficava na casa dele, e a gente já tava pegando violão e fazendo música. Bateu aquela conexão e parecia que já nos conhecíamos há anos. Acabou que o Bruno virou um irmãozão mesmo pra mim. Tudo eu pergunto para ele, as coisas quando eu quero uma dica ou saber o que ele pensa de uma música. Ele é um cara super visionário e um puta hitmaker e que já levou muitos prêmios. Então eu sempre procuro ouvir muito o Bruno, porque ele sabe do que tá falando e sigo o caminho ali. Às vezes ele muda um pouco a música, bota um pop e tal e eu falo ‘cara, isso é bom’, aí eu curto e a gente vai encaixando, se encontrando alí. Acho que é muito disso. Fazer música com o Bruno é muito foda e a gente tem realmente uma conexão muito forte de irmandade mesmo. É meu irmãozão.

Foto: Guto Costa

Me Gusta: Como tem sido sua relação com seus fãs?

Nanno V: Tá muito maneiro. Tá parecendo gente nova a todo momento, o tempo inteiro aqui. Eu tô muito feliz. Até surgiu um novo fã clube aí, que tá rolando. A galera vem dar os parabéns, vem dizer que tá sentindo a música e sentindo a energia. E tem uma música, que a galera tá falando muito, que é a “Neblina”, que fala muito sobre a minha vida também e sobre não desistir, sobre ter persistência e de você encarar as coisas, e isso a galera se identifica muito. Também falo muito de amor e a galera gosta muito também. E é um papo reto e tem muita gente que se identifica com esse papo reto do disco. Tem gente que vem me procurar e mandar mensagem. Fui numa loja e recebi uma mensagem. A galera já tá me reconhecendo, que é algo que antes não acontecia. Aí as pessoas vêm e falam ‘você é o Nanno’, ‘eu curti o seu álbum, continua fazendo música pra gente’, ‘vai dar certo’. Isso mexe com a gente e me dá mais força pra seguir nessa pareda e estar me entregando. A gente se esforça pra caramba para fazer um álbum, aindamais no meio de uma pandemia. Mas isso me dá força e me dá a felicidade de continuar neste caminho. E sinto que estou no caminho certo.

Me Gusta: Essa pandemia acabou mexendo muito com a forma de fazer música e com a criatividade dos artistas. Como tem sido isso pra você?

Nanno V: A pandemia no começo me deu uma assustada assim, e eu falei ‘meu Deus, vai parar tudo’ e eu tava trabalhando e tava fazendo bastante coisa. Depois você vai meio que se acostumando. Não se acostumando totalmente, mas vai se adaptando. Você tem que se adaptar e eu fui fazendo as coisas dentro de casa. Comecei a gravar em casa, a escrever em casa. E fiz bastante música também com o LK do 3030. Fiz muita coisa nessa pandemia. Parece que eu trabalhei mais do que sem a pandemia. Tive sessões de composição e Bárbara Dias estava também bem junto na época. Tudo lotado de música, de som. Eu não parei e tem bastante coisa guardada que eu fiz durante a pandemia e vamos soltar tudo para vocês. E têm feats legais que fiz na pandemia, de casa mesmo e depois para regravar a voz, a gente foi arrumando. Mas o importante é não parar e não parei. Fiquei compondo pra mim e para outros artistas também . Fiz sertanejo e coisas que eu ainda não tinha feito e fui pra outros lados. Como compositor tô me descobrindo também e acho que a pandemia me ajudou muito nisso. É o lado bom. Você se conhece mais e fica mais sozinho e você se ama ou você se odeia ali. Então fica muito naquilo. Na sua cabeça, às vezes, você fica meio preocupado, às vezes fica triste. Tudo isso você vai colocando na caneta e no papel. Então toda essa vivência e toda essa coisa da pandemia a gente vai colocando aí e vai compondo. Escrevi muito mesmo.

Me Gusta: Como é compor músicas com parceiros?

Nanno V: Compor em conjunto é sempre muito bom, quando têm aquelas pessoas com aquela energia e quando a galera saca o que tá rolando também. Não adianta tu botar o cara que joga no meio de campo, para jogar de goleiro. Então sempre tem uma galera ali muito massa. Conheci muita gente que compõe muito bem. Conheci muita gente de São Paulo e no Rio também. Eu tive o prazer de fazer composições com uma galera muito diferente. E o maior desafio assim, eu acho que é quando tem horas que trava e então não tem jeito, tu fica menos criativo. Então tem dias e dias. Mas geralmente no processo de composição, às vezes vem um beat e eu coloco uma letra em cima, às vezes já tenho alguma coisa no violão, às vezes não tô fazendo nada, tô a toa e vem uma coisa na minha cabeça e paro tudo que tô fazendo e pego o violão e sai um música em 5 minutos. As vezes, tu tá escutando uma produção e tem que fazer alguma coisa pra entregar e você fica ali quebrando a cabeça e sai uma música em duas, ou em uma hora. O processo depende do dia e de como você tá se sentindo. Composição é uma loucura.

Foto: Guto Costa

Me Gusta: Com quais artistas você gostaria de fazer parcerias?

Nanno V: Tem muita gente e tem muita coisa, uma galera nova. Já fiz som com o 3030 e sou louco para fazer mais músicas. Quero muito fazer alguma coisa com a Lary também, que é uma menina super foda do Pop. Também sou doido para fazer alguma coisa com Neobeats e com a galera do Rap, Delacruz. Tem muita coisa e muita gente. O Poesia Acústica eu sou louco para colocar a cara ali.

Me Gusta: Dentro do que você pode adiantar quais os próximos passos da carreira? Tem planos pós pandemia?

Nanno V: Estou muito animado e quando acabar tudo isso, eu quero fazer show. Estou louco pra fazer show e encontrar a galera e continuar crescendo, continuar nessa escadinha. A pandemia atrapalhou muito, geral. Não tem jeito. Queria muito tá fazendo show e tenho planod de conseguir alguma coisa na TV também, por o clipe no Multishow e na MTV e estamos batalhando para colocar. Tem uns feats irados que estão vindo e que já estão gravados. Tem uma coisa também de Nanno V acústico, em violão. Tem muita coisa.

Foto: Guto Costa