Elian Woidello lançou seu terceiro álbum “Caminho Sem Volta”, com mensagens de esperança, libertação e possibilidades.

O Portal Me Gusta teve a felicidade de entrevistar o artista curitibano, que além de cantor, é músico, arranjador e compositor, além de formado em jornalismo e historiador por paixão.

Capa do álbum “Caminho Sem Volta”

Saiba tudo que Elian contou na íntegra:

Portal Me Gusta: Como surgiu seu amor pela música?

Elian Woidello: A música sempre surgiu na minha vida como a razão de ser das coisas, não aquelas coisas que precisam de uma razão, a música sempre esteve dentro do meu imaginário pessoal, sou a música, o som em movimento, nasci compositor e vou morrer assim. Esse amor surgiu na coleção de discos de minha casa, nas tertúlias animadas por meus pais, a música é tudo isso.

Me Gusta: Você também é jornalista e apaixonado por história. Como surgiu essas paixões e como concilia com a música?

Elian: Sempre fui um piá triste e encantado por livros e discos. Fiz jornalismo porque imaginei ser um caminho viável, não foi. Minha paixão por história e geografia, se deu pelos desejos de viajar, ser um dom Quixote liberto de Cervantes. Sou de uma cidade que sofreu um apagamento cultural gigantesco, e minha música vem com essa função de emancipar Curitiba, não no modelo careta de cidade desenvolvida que tentam vender por aí, mas como uma grande cidade do Brasil. E sendo parte do Brasil, a minha música se faz brasileira, tanto quanto qualquer outra, e tudo isso tem haver com história e jornalismo.

Me Gusta: Como é seu processo de composição e suas inspirações?

Elian: Normalmente o componho música e letra junto, depois eu adapto alguma coisa. Algumas desse novo disco vieram de uma vez só, como “Você Sabe O Porquê”, outras foram mais demoradas, poesia de estratégia como “Lilith”. Sempre uso a harmonia para compensar a melodia e a prosódia, é para mim um processo natural como comer ou assistir televisão.

Me Gusta: Como foi escolher o repertório e produzir o novo álbum “Caminho Sem Volta”?

Elian: Eu tinha uma ideia fixa que o disco deveria trabalhar entre sentimentos dicotômicos, a nossa aceitação do processo de vida durante a pandemia e a necessidade de sair pra fora; a morte e a nossa propria ressurreição pessoal. Vivi isso e as músicas são parte desse processo. Foi fácil até (risos).

Me Gusta: Como foi fazer arte nesse período de quarentena?

Elian: Foi um processo de resistência e revolução pessoal. Eu pensei que o artista dentro de mim estava morto, eu pensei que fosse morrer, pensei que minha vida tinha virado cinzas, mas não virou. Quando algo tenta nos destruir, temos duas escolhas, fugir ou correr. Eu escolhi as duas e todo amor que existe no mundo me abraçou.

Me Gusta: Dentro do que puder adiantar, quais os próximos passos da carreira?

Elian: Vou fazer vários shows pelo Brasil e em alguns outros países começando por Curitiba, ja tenho um repertório de músicas novas composto, devo voltar aos ensaios em Janeiro.